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De Vilões a Mocinhos! Café, ovo, chocolate e manteiga derrubam os tabus da nutrição

Ninguém sabe ao certo como alguns alimentos que sempre estiveram presentes na alimentação um belo dia se viram privados pelo senso comum em participar de uma dieta considerada nutritiva, ou, ainda, que facilitassem problemas do coração e aumento de peso.

O café, o ovo, o chocolate, a manteiga e a fermentada cerveja já chegaram a ser condenados na busca por uma alimentação saudável – mas a comunidade científica os redimiu. “Para conseguir os benefícios desses alimentos o que vale é o mesmo para os outros: quantidades ideais diárias, equilíbrio e exercícios físicos. Além disso, a perigosa equação excesso de comida mais falta de atividade física continua a ser um agravante no que se refere às doenças coronárias e à obesidade”, observa a nutricionista Andrea Zaccaro, presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE).

Veja por que esses alimentos podem entrar na dieta sem causar ameaça:

Café

É acusado de provocar gastrite e levar ao vício de cafeína injustamente: ingerir a bebida só pode virar um problema quando se ultrapassam quatro xícaras diárias. Além disso, o que pode viciar não é bem a cafeína, mas o açúcar que vai para adoçar o café! Quando tomado puro, pode prevenir doenças do coração e aumentar a capacidade de se concentrar. Uma revisão científica divulgada pela Sociedade Geriátrica do Japão, em 2013, sugere que 720ml de café ao dia poderia diminuir o risco de Doença de Parkinson. “Quando for consumir aquele cafezinho, é preferível que seja o feito na hora pois todos os oxidantes essenciais ainda estarão presentes. Após algum tempo de passado, as propriedades benéficas se reduzem” aconselha Andrea.

Ovo

Os detratores do ovo colocavam como principal malefício o colesterol contido no alimento, especialmente na gema. No entanto, uma análise publicada em 2013, no British  Medical Journal, concluiu que, apesar do ovo conter colesterol em sua composição (em média 178mg por unidade), ele pouco interfere na concentração deste no sangue. Também vale destacar que é um alimento interessante sob o ponto de vista nutricional, fonte de minerais e vitaminas com destaque para A, D e do complexo B. A clara é fonte de albumina, uma proteína de alto valor biológico e a gema contém antioxidantes relacionados à saúde dos olhos e dos neurônios.

Chocolate

O chocolate é feito de um ingrediente natural, que é o cacau. Por isso, contém antioxidantes e flavonoides que ajudam a retardar o envelhecimento, regular a pressão arterial e prevenir a aterosclerose, além de parecer desempenhar papel positivo na inflamação. Mas atenção! Não é qualquer chocolate - se tiver muito açúcar fuja. “A OMS preconiza até 25g de açúcar por dia. Então, é bom ficar atento para não ultrapassar essa quantidade”, alerta Andrea. O ideal é que os chocolates contenham a porcentagem de cacau a partir de 60% no rótulo. Dessa forma, você terá uma maior concentração de propriedades benéficas que provêm diretamente do cacau.

Manteiga

Parece que apenas as gorduras insaturadas, como aquelas presentes no azeite, eram tidas como boas ao organismo. No entanto, a manteiga volta à cena, pois foi considerada mais nutritiva que a margarina (feita com gordura vegetal). Os franceses, por exemplo, tem tradicionalmente uma alimentação rica em gorduras saturadas e as menores taxas de problemas cardíacos em comparação a outros países. “Isso se deve a uma alimentação balanceada, famosa dentro da cozinha francesa. O segredo é não errar na mão, e evitar comer quantidades exageradas de carne e gorduras saturadas”, lembra a nutricionista. Apesar do alto valor calórico, a manteiga facilita a produção de leptina - hormônio que controla a manifestação da fome.