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O mês das festas cervejeiras

(Foto: Divulgação) - O mês das festas cervejeiras
(Foto: Divulgação)

O mês de outubro é conhecido como o mês da cerveja. Isso porque é neste período que acontece a maior festa da cerveja do Brasil, a Oktoberfest de Blumenau, que celebra a bebida em 17 dias ininterruptos com muitos shows, festas, e claro – muita cerveja.

Curitiba, que já é “diferentona” por celebrar carnavais e festas fora do seu período tradicional, também teve sua primeira Oktoberfest, e em setembro! Mas há uma explicação para isso:  a Festa da Cerveja original, celebrada em Munique, na Alemanha, começa em meados de setembro e termina duas semanas depois, normalmente no primeiro domingo de outubro. A Oktoberfest de Munique é a maior do mundo e anualmente conta com cerca de seis milhões de visitantes.

A primeira Oktoberfest de Curitiba, com a chancela de Blumenau, foi um sucesso, e superou 20 mil visitantes que compareceram ao evento nos três dias de festa, na recém inaugurada Quadra Gastrô, no setor 9 da Arena da Baixada.

(Foto(Foto: Divulgação)

O chopp Brahma previsto para ser consumido nos três dias de evento foi consumido todo logo no primeiro dia, obrigando a marca a “correr atrás” do abastecimento: tudo para não faltar cerveja! A festa também teve muita gastronomia e cervejas artesanais.

O Grupo Massa foi o grupo de comunicação oficial da Oktoberefst Curitiba, que além de todo apoio na divulgação, teve um espaço muito disputado na Arena da Baixada: O Where Curitiba Gastrobar. Um local para celebrar o universo cervejeiro, com aulas show, harmonização e degustação de cervejas.

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação)

Harmonização

  • Paulaner: É a marca de cerveja mais festejada da Alemanha. A cervejaria foi fundada em 1634, pelos monges do monastério São Francisco de Paula. Hoje é a maior de Munique e também a maior produtora de Weissbier (cerveja de trigo) da Alemanha, além de ser a mais vendida do país europeu. Suas cervejas são produzidas segundo a Lei de Pureza Alemã, o Reinheitsgebot, criada em 1516. Essa Lei permite somente o uso de 4 ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. A marca é trazida ao Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.
  • Paulaner Munchner Hell: Elaborada com puro malte de cevada. Apresenta aroma de malte de cevada e lúpulo e amargor equilibrado. Muito refrescante, é uma verdadeira especialidade da Bavária. O estilo é Munich Helles e o tipo de fermentação é LAGER (baixa fermentação). Harmoniza com aperitivos, saladas e pratos leves, queijos minas frescal e ricota fresca. A graduação alcoólica é de 4,9%. *Por ser extremamente leve, foi servida sozinha na aula show, convidando o publico a entrar no universo cervejeiro.
  • Paulaner Hacker-Pschorr Munich Gold: Na composição, apenas malte de cevada. Apresenta aromas herbáceos, de especiarias e malte de cevada. Em boca é leve e macia, muito refrescante e com amargor equilibrado. Essa cerveja passa por delicado processo de filtração. O estilo é Munich Helles e o tipo de fermentação é LAGER (baixa fermentação). Harmoniza com pratos leves a base de aves e peixes, e com queijos suaves. A graduação alcoólica é de 5,5%. *Na harmonização foi degustada com uma salada do Leve a Vida Light - mix de folhas verdes, queijo minas, tomate confit, damascos, amêndoas laminadas e molho de iogurte.
  • Paulanner Hefe-Weissbier Naturtrub: Elaborada com 60% de malte trigo e 40% de cevada, de coloração dourado-opaca. Não é filtrada, por isto possui uma atraente turbidez. Apresenta aromas frutados provenientes da levedura (fermento) de alta fermentação. Na boca destacam-se as notas de frutas amarelas tropicais. É refrescante, com boa acidez e amargor equilibrado. A Naturtrub é a Weissbier alemã mais consumida no mundo. O estilo é German Weizen e o tipo de fermentação é ALE (alta fermentação). Acompanha pratos leves como entradas, saladas, peixes, aves, salsichas brancas, queijos de meia cura. A graduação alcoólica é de 5,5%. *Foi harmonizada com mini pastéis da 10 Pastéis de queijo e pizza.
  • Paulaner Hefe-Weissbier Dunkel: Elaborada com 60% de malte de trigo e 40% malte de cevada, de coloração castanho-escuro (a cor é proveniente da torrefação dos grãos de malte). Apresenta aroma de frutas passas. Na boca destacam-se as notas frutadas e de toffee, com amargor equilibrado e persistente. Estilo German Dunkelweizen e tipo de fermentação ALE (alta fermentação). Harmoniza com carnes vermelhas, salsichas, queijos curados e queijos fortes. A graduação alcoólica é de 5,3%. *Foi degustada com linguiça Choripan de pernil com pimenta, frango com queijo coalho e pastel de linguiça Blumenau.
  • Paulaner Salvator: Foi a primeira cerveja da Paulaner fabricada pelos monges para consumo durante o jejum da Quaresma e a que deu origem ao termo “pão líquido”. Tem perfil doce com aromas de caramelo, lembrando amêndoas e nozes. O álcool está bem inserido no conjunto e delicadamente equilibrado por lúpulos nobres. O estilo é Doppelbock e o tipo de fermentação é LAGER (baixa fermentação). Harmoniza com carnes vermelhas, queijos curados, queijos fortes, sobremesas a base de chocolate e doce de leite. A graduação alcoólica é de 7,9%. *Para surpreender os convidados, foi degustada com um brigadeiro cremoso e macio do O Famoso Brigadeiro, de doce de leite e de chocolate 70% cacao. **O público ainda pode conferir o chope artesanal Fritz, produzido em Monte Verde (MG) - exclusividade do bar e restaurante Fritz, de cozinha alemã, localizado no Alto da XV.

Dicas

  • Temperatura adequada: Nada de  cerveja estupidamente gelada ou  caneca congelada. Além de  mascarar o sabor e aroma da bebida, a temperatura abaixo de 0ºC anestesia as papilas gustativas, privando de sentir o sabor da bebida. Os diferentes estilos de cerveja podem variar de temperatura. Em geral, as cervejas mais leves e frescas devem ser servidas com temperatura mais baixa do que as cervejas mais robustas. Assim, há uma variação de 1° C a 3°C nas cervejas leves, e as mais robustas e encorpadas são consumidas a partir de 6°C.
  • Sequência ideal: O bom é iniciar a degustação pelas cervejas de menos intensidade, com menor teor alcóolico e ir subindo a intensidade das cervejas. Conforme for mudando de rótulo, é bom limpar o paladar com água.
  • Analise: Assim como o vinho, é fundamental “reparar” na cerveja para perceber a infinidade de características. Sempre que degustar, analise inicialmente sua cor e aparência, veja sua espuma, sinta o aroma que a cerveja oferece, por fim, sinta o sabor.

Curitiba tem Tour de Cerveja

Nos últimos anos, Curitiba se consolidou como a capital brasileira das cervejas artesanais, concentrando algumas das principais cervejarias e mestres-cervejeiros do país. A cidade agora ganha um inédito roteiro turístico e de degustação por suas principais cervejarias: o Beer Tour Curitiba.  O projeto tem o objetivo de difundir, ainda mais, o trabalho de excelência do mercado cervejeiro curitibano. Durante a visitação, comandada por um guia e cervejeiro, os participantes degustam cervejas e conhecem um pouco mais sobre a história dos empreendimentos, além de ficarem por dentro do processo de produção das bebidas.  (41) 3501-2746

Lançamentos

  • Maniacs Pilsen e Maniacs IPA: Os dois primeiros rótulos da Maniacs Brewing Co. chegam agora em setembro ao mercado brasileiro. As cervejas estão presentes em mais de 3 mil pontos de venda, entre bares, restaurantes e supermercados. A Maniacs Pilsen, equilibrada e leve, segue a linha das Pilsens alemãs, tem amargor suave e aromas florais dos lúpulos alemães selecionados pela cervejaria. A Maniacs IPA, mais ousada no perfil de aroma e amargor, segue a escola das cervejarias artesanais americanas. Com maior carga de lúpulos, a cerveja tem aromas frutados e amargor marcante.
  • Dry Hopped Berliner Weisse: Lançada inicialmente em chope, a cerveja Dry Hopped Berliner Weisse, produzida pela cervejaria paranaense Way Beer, acaba de ganhar uma edição limitada engarrafada. Agora, a bebida está disponível nas principais casas de cervejas artesanais do Brasil. É uma sour fermentada com lactobacilos, apesentando grande acidez, que aposta em uma releitura do estilo alemão Berliner Weisse potencializado pelos lúpulos Amarillo e Mosaic, que conferem um aroma cítrico e sabor refrescante.
  • Oktopusfest: A cervejaria curitibana Tormenta lança a Oktopusfest - uma cerveja do estilo Märzen, com cinco maltes diferentes em sua receita aliados ao lúpulo Mandarina Bavária. Com uma receita sazonal, inspirada na tradição alemã, a cerveja é lançada poucos dias antes da Oktoberfest.