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Atenção para oportunidade de comercialização antecipada da soja e milho

Apesar dos elevados estoques mundiais da soja, milho e trigo estão ocorrendo janelas de oportunidade de venda antecipada da soja e do milho que não podem ser desperdiçadas.

Favorece as cotações internacionais das commodities o aumento do PIB e do comércio mundial, que amplia as exportações, o crescimento econômico e a redução do desemprego no Brasil, que aumentam o consumo interno, inclusive dos alimentos, fibras e energia. 

Os elevados estoques mundiais da soja, milho e trigo, nesta safra 2017/18, limitam a elevação dos preços. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o estoque final da soja está estimado em 98 milhões de toneladas, do milho em 203 milhões e do trigo em 266 milhões de toneladas.

A previsão de plantio da safra 2018/19 nos EUA, o maior produtor mundial, indica aumento na área plantada de soja e leve redução na do milho. Inclusive, pela primeira vez, os americanos deverão plantar maior área de soja em relação ao milho. Esta situação atua no sentido de reduzir a cotação internacional da soja e sustentar a cotação internacional do milho.

No entanto, uma variável está atuando no sentido do aumento significativo da volatilidade das cotações internacionais das três commodities: o la niña. Este está provocando chuvas abaixo do normal na Argentina, parte do Paraguai e também na faixa sul da fronteira do Rio Grande do Sul. E excesso de chuva nas demais áreas do sul do Brasil, o que não é normal, segundo os meteorologistas. Também a inconstância do clima está ocorrendo nos EUA e em parte da Europa e Oceania, gerando aumentos ou quedas bruscas das cotações, na dependência das noticias diárias sobre o clima.

No Brasil, outra variável que está atuando no aumento dos preços em reais aos produtores é o aumento da taxa de câmbio, que chegou a R$ 3,30.

A combinação destas duas variáveis, cotações internacionais e taxa de câmbio, fez com que os preços da soja em Paranaguá chegassem a R$ 73,0 a R$ 74,0 a saca e do milho a preços entre R$ 30,0 a R$ 32,0 a saca.

Em relação ao milho, a CONAB reduziu a estimativa da produção brasileira 2017/18 para 88 milhões de toneladas, que atende ao consumo interno de 58 milhões e a exportação estimada em 30 milhões de toneladas. No entanto, o atraso no plantio da safra de verão e o alongamento do ciclo, devido às chuvas continuadas em janeiro e fevereiro deste ano, estão reduzindo a possibilidade de semeadura da segunda safra dentro da época mais recomendada, o que aumenta o risco sobre a produção. Tal situação confere sustentação aos preços internos do milho, bem como o aumento da exportação do produto neste ano.

Em relação ao trigo, o preço interno recebido pelos produtores depende da paridade de importação. O aumento da cotação internacional e da taxa de câmbio dá sustentação aos preços recebidos pelos produtores, que se situam em torno do preço mínimo e abaixo do custo operacional de produção. Outras variáveis, no entanto, pesam favoravelmente ao plantio, como a rotação de culturas, o combate a invasoras resistentes aos herbicidas, a pragas e doenças, a cobertura do solo durante o inverno e o fornecimento de palhada para o plantio da safra de verão 2018/19.  

As janelas de oportunidade estão acontecendo, como no presente momento, e favorecem a comercialização antecipada da produção pelos produtores, pelo menos num volume que cubra o custo de produção. Aproveite.