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O principal problema do Brasil é a pobreza

(Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini) - O principal problema do Brasil é a pobreza.
(Foto: Camila Domingues / Palácio Piratini)

A base do problema reside na baixa produtividade, que tem como fatores determinantes a falta de capital físico, a desqualificação do recurso humano e o baixo domínio tecnológico, porque recursos naturais têm em abundancia.

Uma significativa parcela do agronegócio foge a esta regra, porque investe em máquinas, equipamentos, insumos e tecnologia, adota regras modernas de gestão e aumenta significativamente a produtividade. 

Os dados mostram a diferença. A produtividade no Brasil aumentou 3,5% ao ano entre 1950 e 1980, menos de 1% ao ano nos 36 anos seguintes e experimentou queda nos últimos 5 anos, neste caso em função da inconsistência da política macroeconômica adotada. O mesmo ocorreu com renda per cápita: aumentou 400% de 1950 a 1980, apenas 40% nos 36 anos subsequentes e queda de quase 10% nos últimos três anos. No agronegócio, em sentido oposto, a produtividade aumentou a respeitável taxa de 3,58% ao ano desde 1975 até 2015 e foi responsável por 90% do aumento da produção durante o período. 

O ponto chave, no presente momento, é a retomada do crescimento da produção e do emprego, que depende diretamente da taxa de investimento, ou da relação entre o investimento total e o PIB, e também da produtividade dos investimentos. 

Em 2017, após dois anos de queda, a estimativa de crescimento do PIB brasileiro é de 0,5% e do setor primário de 6,4%, que será o responsável por mais de 70% do desempenho na geração da riqueza nacional.

Em 2016, o PIB brasileiro regrediu 3,6%, foi de R$ 6,27 trilhões e a taxa de investimento de 16,4% representou R$ 1,03 trilhão. A taxa mínima de investimento necessária para o país crescer e se desenvolver seria de 25% do PIB ou R$ 1,57 trilhão. Para efeito de comparação, neste mesmo ano o PIB do agronegócio cresceu 4,48% e atingiu R$ 1,48 trilhão, ou 23,6% da riqueza nacional, e neste setor a taxa de investimento é significativamente maior. 

Aí está o verdadeiro desafio que todos os setores da economia terão que enfrentar nos próximos anos: aumentar e muito o investimento em infraestrutura, qualificação das pessoas e pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O restante, a Lava Jato resolve em grande parte.