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Obrigado, Bebeto, por eu ser apaixonado por Voleibol!

(Foto: Divulgação) - Obrigado, Bebeto, por eu ser apaixonado por Voleibol!
(Foto: Divulgação)

OBRIGADO, BEBETO, POR EU SER APAIXONADO POR VOLEIBOL!

Eu era o piá do bairro que não era muito a fim de jogar futebol e por isso, muitos na família tinham uma certa desconfiança sobre uma possível falta de masculinidade, pessoas próximas de meus pais ficavam dizendo coisas do tipo: “Olha, este moleque não curte futebol, não sei não”. E era sério para a época, tanto que eu até fui fazer uma peneira no Colorado. O treinador da base ficava de costas para mim, então saí de campo, fui embora. Achei falta de respeito. Eu devia ter uns 13 anos de idade.

Nestes anos eu já treinava voleibol na seleção da escola. Lembro muito bem que eram poucos garotos que jogavam. Fui morar em São José dos Pinhais e o voleibol veio comigo, ao mesmo tempo que o esporte começou a evoluir. Algumas pessoas acabaram influenciando a minha vida. Meus pais, irmãos mais velhos, artistas da música e o voleibol da turma do Bebeto de Freitas, técnico da seleção brasileira masculina. Ele conseguiu organizar o vôlei e montar um timaço. Minha grande referência dentro de quadra era o capitão William e o jeito incrível como ela descia até embaixo da bola e conseguia colocar onde os atacantes queriam.

Ex-jogador vitorioso no vôlei do Botafogo, Bebeto de Freitas era o grande professor, ensinou o Brasil a adorar o Vôlei. Encarou o desafio de popularizar o esporte, fazendo parte do Grande Desafio de Vôlei contra a Rússia no Maracanã. Foi ouro no Panamericano de 1983 e logo depois a prata em 1984, nas Olimpíadas de Los Angeles. E o futebol “roubou” seu talento um tempo depois.

Eu sou totalmente influenciado por esta turma toda da geração de prata. Bernardinho é filho desta geração e se tronou o melhor técnico de esportes coletivos do planeta (na minha opinião). O atual técnico do Brasil Renan Dal Zotto, é filho desta geração. Muitos dos que hoje trabalham no esporte são influenciados por esta geração. Eu sou um deles: A geração Bebeto de Freitas. Uma vez eu consegui falar para ele pessoalmente, em Interlagos: “Seu Bebeto, obrigado por me tornar um cara apaixonado pelo voleibol”. Descanse em paz... e obrigado, Seu Bebeto!