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Vitória

(Foto: Divulgação) - Vitória
(Foto: Divulgação)

A Copa das zebras históricas premia um país novato do território da antiga Iugoslávia com uma vaguinha boa para a final. A Copa também nos serve como aula de geografia. A Copa não teve garota bonita com o celular entre os seios, não teve sex symbol, não teve 7x1, não rolou choradeira sem nexo, nem vuvuzelas ensurdecendo a plateia. Teve sim gente fazendo festa, torcidas com uma educação especial, que recolhem o lixo após os jogos e muitas crianças, filhos dos jogadores, que assim que acabam as partidas, dão um show à parte nos gramados da Rússia. Líderes políticos opostos em questões políticas e apertam as mãos cordialmente pelo esporte, assistindo um jogo juntos.

Órfãos de seleção para torcer agora escolhem entre França e Croácia. A França do Mbappé, estrela mais nova da constelação europeia, ou Croácia, que mostrou uma raça como nunca tínhamos visto em outros jogos. Aliás, serei bem sincero: Coletivamente eu não havia percebido um esquema de jogo tão eficaz por parte da Croácia, mas é bom reconhecer que a experiência dos jogadores trintões que jogam em grandes times ajudou muito o time a chegar onde chegou.

Tecnicamente, Mandzukic não tinha mostrado o que mostrou nesta partida contra a Inglaterra, tanto que havia feito só um gol antes daquele lance de craque no seu gol, porém ainda não acompanhava o excelente desempenho de Perisic. Modric e Kalinic, que jogavam muita bola e neste jogo em especial, Rakitic já tinha errado pelo menos uns 3 lançamentos até aquele certeiro para o gol de empate. Depois de um primeiro tempo inglês, o que os croatas “tinham tomado no intervalo” fez efeito aos 20 minutos do segundo tempo e a Croácia estava com a faca nos dentes. O gol de empate trouxe uma energia alucinógena aos croatas, que não saíram do ataque e no segundo tempo da prorrogação chegaram ao merecido gol da virada. E por fim, o competente técnico Zlatko Dalic se mostrou líder, muito mais que um treinador. Deu a nítida impressão de que seus comandados o admiram muito. 

Não é sorte. Vitória começa antes do árbitro apitar o início do jogo. É todo o ambiente positivo que vai se construindo com a convocação, o estudo dos adversários, o ensaio de jogadas, o reconhecimento do gramado, A vitória é resultado de um projeto, que tem todos os elementos em conjunto, uma harmonia inexplicável antes e não servem de case para a próxima competição. Vitória é a junção de um clima, de uma atmosfera, concentração unida de um time, que tem no ‘busão” a caminho do treino, o almoço, as noites, risadas e choros em conjunto, respeito, algo que não está somente no toque da bola, no chute, que também é importante, mas passa a não ser essencial. É a mágica que faz um time que nunca chegou tão longe, encantar quem gosta de futebol e que nem ao menos sabe onde é a Croácia. Quem será campeão? Quem tiver tudo isto concentrado em um jogo, que pode culminar com um erro bobo para alegria do outro. Com um lance brilhante, mágico, que entra para a história porque sempre vai ter alguém tentando explicar o inexplicável.

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