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ARGENTINA DESESPERADA eleva taxa de juros para 60%. A Maior do Mundo.

- ARGENTINA DESESPERADA eleva taxa de juros para 60%. A Maior do Mundo.

Moeda Argentina despencou mais de 13% frente ao Dólar enquanto o Banco Central Argentino eleva a taxa básica de juros de 45% para 60% ao ano. A Maior do Planeta.

A tentativa desesperada do Banco Central Argentino em conter a fuga de dinheiro do país elevando abruptamente a taxa básica de juros para 60% ao ano e, com isso, tentar reverter a inédita cotação do peso argentino frente ao dólar mostrou-se, além de desproporcional, como um claro sinal de fragilidade da economia dos Hermanos. A tentativa de antecipação de recursos junto ao FMI, solicitada pessoalmente pelo Presidente Maurício Macri, também não foi tão bem sucedida e o Mercado já passa a precificar relevante possibilidade de novo Estado de Moratória (Default), quando o País não consegue honrar liquidações de títulos públicos federais, como vimos em 2001 quando a Argentina deu o maior calote de sua história. 

Antes da abertura dos mercados, Macri falou em discurso aberto que "A Argentina não entrará em default. Nem neste ano, nem no ano que vem."

Em maio, quando os mercados fecharam a torneira do dinheiro externo, Macri recorreu ao FMI, um “prestamista de última instância”. O Fundo forneceu 15 bilhões de dólares na primeira parcela do acordo, mas não foi suficiente. Depois de algumas semanas de calmaria, a incerteza voltou à economia argentina, e cresceram os rumores de uma eventual suspensão de pagamentos. O anúncio de Macri buscou eliminar essas dúvidas, embora sem apresentar cifras ou datas precisas.

“Esta decisão busca eliminar qualquer incerteza gerada ao nosso redor diante da piora do contexto internacional. Garantir o financiamento para 2019 irá nos permitir fortalecer a confiança e retomar o caminho do crescimento o antes possível”, disse Macri.

Em troca, a Argentina se compromete a cumprir as metas de redução do déficit definidas com o FMI, que preveem o equilíbrio em 2020 e superávit em 2021. “Da nossa parte, acompanharemos este apoio com os esforços fiscais necessários, trabalho no qual vamos avançando muito bem”, acrescentou Macri.

O problema para a Argentina é que a chegada de novos recursos do FMI depende de auditorias que seus técnicos realizam sobre variáveis como a inflação e o déficit fiscal. O ministro da Fazenda, Nicolás Dujovne, passou pelo primeiro teste nesta semana e conseguiu a liberação de uma nova parcela de três bilhões de dólares, mas sem eliminar as dúvidas sobre os futuros desembolsos. Com este novo acordo, a Argentina poderá dizer aos investidores que conta com o dinheiro suficiente para enfrentar qualquer tormenta, ao menos durante os próximos 16 meses.

Dólar na Máxima Histórica em relação ao Peso. Fonte: Bloomberg.comDólar na Máxima Histórica em relação ao Peso. Fonte: Bloomberg.com 

A Economia é a principal dor de cabeça de Macri. A Argentina terá eleições em 2019, e os números não podem ser piores para os planos de reeleição do presidente. O orçamento de 2018 previa uma inflação de 15,7%, e hoje os cálculos mais otimistas falam em 32%; o dólar deveria se estabilizar em torno dos 19 pesos, e já rompeu a barreira dos 38; o PIB, ao invés de subir 3,2%, como dizia o Governo em dezembro, cairá 1%, na melhor das hipóteses. Todas as previsões viraram papel picado, e a ajuda do FMI até agora não bastou para deter a curva descendente nem para acalmar os nervos dos investidores.

Só a Mano de Dios do FMI para salvar os Hermanos. Ou nem isso....


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