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PREVIDÊNCIA: Fechou 2017 com rombo de 200 Bilhões. Em 2018 será maior.

- PREVIDÊNCIA: Fechou 2017 com rombo de 200 Bilhões. Em 2018 será maior.

Números fechados da Previdência Pública de 2017 apontam um déficit de aproximadamente R$ 200 Bilhões. R$ 531 bi em benefícios pagos e R$ 339 bi em arrecadações.

Para 2018, a estimativa do rombo entre arrecadações e benefícios pagos gira em torno de R$ 308 bilhões, segundo o Ministério da Economia.

Um dos maiores desafios da Gestão Bolsonaro será, sem dúvidas, a Reforma da Previdência. Um assunto extremamente importante que impacta diretamente mais de 35 milhões de beneficiários e indiretamente a maior parte da população. Um tema que já venho falando há muito tempo, uma vez que o colapso do Fundo de Previdência no Brasil (e em muitos países pelo Mundo) é praticamente inevitável se as regras antigas não forem alteradas.

A Previdência funcionava bem quando a expectativa de vida era na faixa de 70 anos. A maior longevidade da população, apesar de ser um dado positivo, passou a ser um problema real. 

Um trabalhador médio que permaneceu no mercado de trabalho pelos 35 anos necessários, contribuindo mensalmente com parte do seu salário, conseguiu sua aposentadoria aos 60 anos. Enquanto a expectativa de vida desse brasileiro era de 70 anos, a conta fechava sem problemas. Sendo 35 anos de contribuição e 10 anos de recebimento de benefícios, o Fundo da Previdência conseguia respirar. O "problema" é quando esse brasileiro passa a viver até os 85 anos, 90 anos e até mais. Sendo 35 anos de contribuição para 20 - 25 anos de benefícios onde, em alguns casos, o benefício se estende por mais alguns anos após o falecimento, com cônjuges e filhos recebendo o benefício. A conta simplesmente não tem como fechar.

A média nacional de valores pagos aos beneficiários da Previdência em 2017 ficou em R$ 1.283 por mês.

A essência da Previdência Pública é criar um Fundo Compulsório (uma reserva obrigatória mesmo que você não queira) para lhe devolver no futuro, em parcelas mensais. O intuito é obrigar os trabalhadores (que na esmagadora maioria dos casos não tem disciplina/conhecimento para investir ao longo da vida profissional ativa) a poupar parte dos seus ganhos e ter uma reserva nos anos de inatividade profissional. Entre os maiores problemas nas métricas da Previdência estão o aumento da longevidade populacional e os benefícios desproporcionais à alguns setores, principalmente dos servidores públicos. Me parece desproporcional um aposentado do judiciário que já acumulou patrimônio considerável em vida ativa, precisar receber mensalmente mais de R$ 30mil de aposentadoria, enquanto a média de benefícios dos brasileiros em 2017 ficou em R$ 1.283 por mês. "Então vamos reduzir a aposentadoria desses caras que ganham 30mil!", gritou um cara ali no fundo da sala. Pois então... Sabe qual o problema nisso? São justamente esses aposentados com maiores benefícios que sustentaram a roda gigante até aqui, uma vez que maiores salários correspondem à maiores contribuições. Para receberem menores aposentadorias, eles vão querer contribuir menos mensalmente, oras! Ou seja, a Bola de Neve começou a rolar montanha abaixo e não tem como segurar.

Para piorar o cenário, a Pirâmide da Previdência está se invertendo. O número de Contribuintes (a Base) que sempre foi muito maior do que o de Beneficiários (o Topo) está começando a indicar que em menos de 15 anos irá se inverter. As razões para essa redução do número de contribuintes está no aumento da informalidade e na melhor educação financeira da população que passa a priorizar a previdência particular. Em 2018 o rombo da Previdência já está estimado em R$ 308 bilhões. E cada vez menos contribuintes e mais beneficiários. Ou seja, em poucos anos teremos um colapso se as regras não forem radicalmente modificadas.

 

Dados públicos e oficiais segmentados por Região, Estados e Municípios estão disponíveis no site do Ministério da Economia. Você pode baixar aqui as planilhas de Benefícios 2017 e Arrecadação 2017.


Analisando as planilhas, alguns pontos saltam à vista:

1) A região Nordeste arrecada apenas 25% do valor que paga como benefícios. Pagou em 2017 119bi e arrecadou 30bi.
2) Ainda na Região Nordeste, 73% das Aposentadorias são por idade, 14% por invalizes e apenas 13% por tempo de contribuição.
3) O Estado com pior taxa de Arrecadação sobre Benefícios pagos é o Maranhão com apenas 16%. Arrecadou 2bi e pagou 12,7bi.
4) O Estado de São Paulo foi responsável por 37,5% do total de arrecadação em 2017.
5) Em 2017, o Estado do Rio de Janeiro arrecadou mais do que a Região Nordeste inteira.
6) Por conta do funcionalismo público residentes em outros estados, Brasília arrecadou mais de 14 bilhões e pagou apenas 5,7bi em benefícios.
7) A Média Nacional de recebimentos por beneficiário em 2017 ficou em R$ 1.283,03 por mês. A média na Região Nordeste ficou em R$ 1.048,40 e no Estado de SP foi de R$ 1.574,70.
8) Em média, a menor aposentadoria mensal está no Maranhão com R$ 950,01 e a maior em Brasília com R$ 1.604,97.
9) Dos 5.570 municípios do Brasil, 2.091 não tem nenhuma arrecadação para a Previdência.
10) Dos 5.570 Municípios, apenas 13 não possuem nenhum beneficiário. E 6 desses 13 estão na Região Sul.


OK! Então o que podemos fazer?

Tema da nossa LIVE de amanhã, dia 10/01/2019 às 16:20 no YouTube e no Facebook, diretamente dos Estúdios do SBT. Os Desafios do Governo Bolsonaro na Reforma da Previdência e medidas pessoais para nos proteger do seu colapso. Participe e faça suas perguntas que responderemos Ao Vivo. 




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