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Redução de peso dos produtos: A nova técnica para enganar o seu dinheiro

- Redução de peso dos produtos: Nova técnica para enganar o seu dinheiro

Provavelmente você lembra que, não muito antigamente, o peso da maioria dos alimentos tinha um padrão. Os alimentos básicos como arroz, feijão, açúcar, farinha eram vendidos com 1kg e 5kg. Os biscoitos recheados de chocolate (ok, ok, bolachas!) tinham 200g. As barras de chocolate igualmente 200g. As dúzias de ovos... bom... tinham 12 ovos. Não ria porque até a dúzia está em risco. 

Para decidir qual produto comprar, você levava em conta apenas dois fatores: preço e marca.

Era fácil tomar uma decisão de compra na frente de uma prateleira com produtos similares ou concorrentes. Todos com o mesmo peso, embalagens com tamanho parecido. Você sabia mais ou menos o quanto pagou no mês passado, sabia se o preço havia caído ou subido. Você tinha que levar em conta apenas dois fatores: preço e marca. Hoje você precisa levar uma calculadora. É... Bons tempos que a indústria prezava pela simplificade.

Biscoitos e chocolates pesavam 200g. Hoje pesam 154g, 145g, 135g, 110g, 93g. Por que?

Barras de chocolate não pesam mais 200g. Pesam 154g, 145g, 135g, 110g, 98g, 93g. Afinal de contas, ahhhh... por que não? Os "antigos" 200g são muito certinhos, chatos, um tédio. O sabão em pó pesa 913g, a farinha 890g, o sorvete 2L está com 730g (mudaram até a unidade, pois já haviam mudado a densidade - e com isso o peso - sem avisar. Espertinhos, né?) e até a "dúzia" de ovos, maldito seja, está com 10 ovos. Por que não? Vamos ousar! Mas vamos fazer melhor: não vamos apenas reduzir o peso para esses números ridiculamente aleatórios, mas vamos manter o formato da embalagem. E vamos manter o preço. Vamos simular uma inflação zero. Afinal de contas, o consumidor estará tirando da carteira a mesma quantidade de dinheiro. Duvido que vão reparar e reclamar. 

A indústria está tentando enganar o seu dinheiro e a sua sensação de inflação.

Na realidade, a indústria está tentando sorrateiramente fazer duas coisas: enganar seu dinheiro e a sua sensação de inflação. Como fator secundário, ela dificulta a comparação entre produtos. Por que? Para manter a fidelidade dos seus consumidores. "Não experimente o concorrente. Dá trabalho fazer essas contas todas para saber qual é o mais barato. Vem comigo que já me conhece." E funciona.

Uma dica simples é sempre converter os preços para "Preço por kg". 

Por mais difícil que seja (com esses números aleatórios dos pesos), é muito importante fazer a conta do "preço por kg". Você dará até mais valor para o que está comprando, ou perceberá como está um roubo. Aquele pacote de salaminho com 100g custa R$ 8,99. Isso significa que custa R$ 89,90 o kg. O biscoito de milho (ok, ok, salgadinho) que pesa 70g e custa R$ 5, custa R$ 71,5 o kg. Aquela barra de chocolate de 98g que custa R$ 5,99 está saindo pela bagatela de R$ 61,00 o kg. É... salaminho, salgadinho e chocolate estão mais caros que aqueles cortes de carnes nobres e camarão. Reparou? Mas calma, não vai acabar o mundo, apenas a preguiça de calcular os preços por kg e comparar melhor.


Dica: Mesmo que o peso da embalagem seja um desses números querados, para saber o "Preço por kg" basta Dividir 1.000 pelo peso e multiplicar pelo preço. Exemplo: Chocolate de 93g custando R$ 6:  (1000/93) e multiplica por 6 = R$ 64,52 por kg. Vamos usar essa calculadora do celular para alguma coisa. ;-)


Ahhh, uma sugestão imperdível - que beira o divertido - é comparar os preços das "Embalagens Econômicas" com as embalagens pequenas e tradicionais. A cada 10 que paro para calcular, 8 estão enganando o consumidor. Façam esse teste. A satisfação é garantida (vamos rir para não chorar, oras!). Fique de olho e respeite o seu dinheiro. Dinheiro não aceita desaforo. Fecha a conta e passa a régua.


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