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Média de consumidores endividados no Paraná foi de 88,9% no ano passado

(Foto: Ilustração/Pixabay) - Média de consumidores endividados no Paraná foi de 88,9% em 2018
(Foto: Ilustração/Pixabay)

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), aponta que a média de endividamento no Paraná em 2018 foi de 88,9%. Em 2017, esse percentual era de 88% e em 2016 a média estadual foi de 86,3%. O ano passado teve a maior taxa de endividamento desde 2011, quando a média anual foi de 90,2%.

Em dezembro, 89,8% dos paranaenses possuíam algum tipo de dívida. O índice teve ligeira alta em relação a novembro (89,2%), porém, com queda em relação a dezembro de 2017 (90,6%).

Mês

Endividados

Com contas em atraso

Não terão condições de pagar

Cartão de crédito

Financiamento de carro

Financiamento de casa



Janeiro

89,9%

30,6%

11,4%

71,6%

8,3%

10,6%


Fevereiro

86,8%

29,0%

11,1%

72,1%

10,2%

8,2%


Março

85,1%

29,0%

11,1%

71,7%

10,1%

9,2%


Abril

88,5%

29,7%

10,7%

72,0%

8,4%

10,4%


Maio

91,0%

31,9%

11,4%

72,6%

8,4%

10,1%


Junho

89,6%

29,4%

10,1%

73,7%

9,7%

8,8%


Julho

88,9%

29,0%

9,4%

75,1%

8,9%

8,7%


Agosto

89,1%

29,5%

10,9%

74,3%

9,2%

8,3%


Setembro

89,4%

27,5%

11,3%

70,0%

10,1%

10,5%


Outubro

89,5%

25,9%

10,1%

70,1%

9,5%

10,8%


Novembro

89,2%

27,5%

9,9%

72,5%

8,9%

8,0%


Dezembro

89,8%

29,3%

10,2%

72,8%

9,0%

8,0%


Média

88,9%

29,0%

10,6%

72,4%

9,2%

9,3%


A média nacional anual de endividamento ficou em 60,6%, o que coloca o Paraná no topo do ranking de endividados. A Fecomércio PR destaca que esse resultado não é necessariamente negativo. As dívidas relatadas na pesquisa correspondem a débitos ou contas a vencer e compras parceladas, algumas delas por anos, tais como os financiamentos imobiliário e de veículo. O alto índice de endividamento dos paranaenses está relacionado à alta empregabilidade do Estado. Por ter uma fonte de renda garantida, o consumidor se sente mais seguro para realizar parcelamentos. Tanto que a inadimplência e a falta de condições de pagamento das dívidas no Paraná estão dentro da média nacional.

A média anual de famílias com contas em atraso no Estado foi de 29% e a média dos consumidores que reconhecem que não terão condições de pagar suas dívidas foi de 10,6%. As médias nacionais foram de 24% e 9,7%, respectivamente.

Como de costume, o cartão de crédito foi o maior motivo de endividamento dos paranaenses, concentrando 72,4% das dívidas em 2018. O financiamento imobiliário correspondeu à 9,3% das contas a pagar e o financiamento de veículo, 9,2%.

Nível de endividamento

  • A maioria dos consumidores não se sente totalmente endividada no Paraná. Segundo a pesquisa, no mês de dezembro, 45,1% consideravam ter nível de endividamento mediano, enquanto 31,7% reconheciam estar muito endividados. Os que se consideravam pouco endividados correspondiam a 13%.
Nível de endividamento

Dezembro de 2017

Novembro de 2018

Dezembro de 2018

Muito endividado

27,8%

30,9%

31,7%

Mais ou Menos endividado

47,6%

43,7%

45,1%

Pouco endividado

15,1%

14,6%

13,0%

Não tem dívidas desse tipo

9,4%

10,8%

10,2%

As famílias com renda mensal superior a 10 salários mínimos possuíam o maior índice de endividamento, com 94,7% em dezembro. Já as famílias com renda abaixo desse patamar finalizaram o ano com percentual de endividamento de 88,8%.

Tempo de pagamento

Entre as famílias com contas em atraso, 46,3% estão com as contas atrasadas há mais de 90 dias, o que configura como inadimplência, que é mais alta entre os paranaenses de menor renda, com 49,5%, ante 31,8% entre as classes A e B.

A média de tempo de comprometimento com dívidas no Paraná ficou em 6,4 meses em dezembro. A maioria dos consumidores estava endividada por até três meses (48,8%). As dívidas por mais de um ano afetavam 39,9% das famílias. Os parcelamentos entre 6 meses e 1 ano, correspondiam a 7,8%, e entre 3 e 6 meses, 3,3%.

Fonte: Fecomercio PR
Jornalista: Karla Santin
 Coordenadora de Pesquisas: Priscila M. Andrade

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