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Partiu Plano B! Histórias de sucesso de quem mudou de profissão para ser mais feliz!

(Foto: Ilustração/Pixabay) - Histórias de sucesso de quem mudou de profissão para ser mais feliz!
(Foto: Ilustração/Pixabay)

O blog Partiu Plano B surgiu há quase 5 anos. A ideia da autora, a jornalista Vanessa Brollo, era contar histórias de pessoas que decidiram mudar de profissão. Qual seria a motivação? Que dicas essas pessoas tinham para quem também quisesse mudar? Depois de fazer centenas de entrevistas, a blogueira conseguiu identificar alguns motivos que levam as pessoas a mudarem. Muita gente precisou mudar por necessidade, ou seja, perdeu o emprego. Claro que a primeira ideia é sair procurando outro trabalho. Mas com a crise econômica dos últimos anos o que aconteceu é que não tinha essa opção, não tinha vaga ou, se tinha, o salário era muito menor. Com isso, a opção foi empreender por necessidade. Vender doces, salgados, prestar algum tipo de serviço na área da beleza. Claro que mesmo que seja por necessidade o ideal é que você goste da área que escolheu. Não adianta vender bolo no pote, por exemplo, se você detesta cozinhar. Não vai dar certo. Primeiro tente identificar algo que você goste de fazer para depois começar.

Tem gente que tem emprego, mas precisa de uma renda extra. Na verdade, muita gente né? Neste caso, é importante saber que para ter um emprego fixo e um Plano B você precisa se organizar direitinho. Se trabalha o dia inteiro e vai chegar em casa e fazer artesanato ou algum tipo de comida, tem que ser muito disciplinado para separar horários para trabalhar em casa e para divulgar esse trabalho nas redes sociais.

Mas a jornalista também conversou com muita gente que mudou de profissão para ser mais feliz. Isso mesmo! Muitas vezes não é só o dinheiro que conta.

Veja a história da Joyce Nascimento: ela se formou como engenheira agrônoma, fez mestrado e começou o doutorado. Tinha certeza que estava no caminho certo e fazendo exatamente o que queria. Mas quando estava no doutorado percebeu que tinha algo errado. “A vida acadêmica parece linda, pesquisadores dedicando suas vidas para a melhoria do planeta. Mas na realidade é muito diferente, os doutorandos trabalham mais de 16 horas por dia, são horas a fio nos laboratórios, e mais horas de trabalho à campo (no caso da agronomia)”. Começou a ficar deprimida e com gastrite nervosa, e abandonou o doutorado no terceiro ano para se tornar terapeuta holística.

Um ano e meio depois dessa mudança radical, a empresária diz que não tem do que reclamar na questão financeira, mas o que realmente mudou na vida da Joyce não se mede em números. “O simples fato de acordar diariamente e preparar o café da manhã para meu filho, curtir a manhã com ele e aproveitar a melhor fase da infância, me alimenta a alma diariamente. Ter tempo para praticar yoga e fazer meditação, ler um livro, coisas simples”.

Outro exemplo é o da advogada que deixou o Direito para ser confeiteira. A Roberta Schwanke sempre foi apaixonada por confeitaria. Aos 12 anos já fazia trufas para vender para amigos e familiares, depois bolos, brigadeiros, bombons. Ela já tinha certeza que queria muito trabalhar com confeitaria, mas mesmo assim, aos 17 anos, começou a faculdade de Direito. Se tornou advogada, fez duas pós-graduações e começou a trabalhar no Tribunal de Justiça do Paraná, mas nunca abandonou a confeitaria. Até que chegou um momento em que não aguentou mais. Decidiu abrir um ateliê de doces e em 3 meses teve que sair do Tribunal para se dedicar totalmente ao novo trabalho. A confeiteira autodidata segue o seu caminho e diz que está muito mais feliz. Para se destacar ela aposta em inovação. “Minha cabeça não para, se eu lanço um produto hoje já tenho mais uma lista em mente”.

Ainda tem a Dayane Malinoski, que começou a se interessar por bolachas decoradas pela internet. Ela é formada em pedagogia e chegou a atuar como professora na educação infantil, mas pediu demissão porque tinha o sonho de trabalhar com culinária. Se encantou com as bolachas que via na internet e decidiu arriscar. “Olha que demorei para acertar a massa. Pensei em desistir, mas eu queria fazer aquilo e me dediquei até acertar “. A primeira remessa que fez para vender saiu rapidinho e os pedidos começaram a aparecer. Como ela já via muita coisa na internet, esse foi o espaço escolhido para ela divulgar o que fazia, criou as páginas nas redes sociais e começou a postar. “Muitas vezes eu fazia modelos mesmo sem encomenda só para chamar mais cliente. E isso deu certo!”. Ela começou com as bolachas em 2016, em plena crise, e para se diferenciar não recusou nenhuma encomenda por menor que fosse. “Cheguei a fazer encomenda de apenas uma bolacha para a cliente comemorar aniversário de namoro, foi um coração em uma caixinha”. E essa disponibilidade ajudou a fidelizar os clientes. Depois de dois anos trabalhando em casa o espaço ficou pequeno. Ela abriu o próprio ateliê onde produz as bolachas e dá cursos para quem pensa em atuar nessa área.

Uma história que é sempre lembrada pela jornalista Vanessa Brollo é a do médico Paulo Coen, que deixou a profissão para se tornar advogado. Durante 17 anos ele atuou como cardiologista, mas ele achava que faltava algo. Voltou para a faculdade, se formou em Direito e depois de um tempo de adaptação deixou de vez a medicina para ser advogado. “Queria dizer a tantas pessoas que se dão ao direito de, aos 30 anos se considerarem “frustrados” ou aos 50 anos “acabados”, que está na hora de tirar sua vida do piloto automático do comodismo e voar mais alto. Não falo apenas de dinheiro, mas de VIVER. Sem irresponsabilidade, mas com audácia!”. Hoje o Paulo é advogado e professor universitário de Direito Penal.

Se identificou em algumas dessas situações? Que tal então refletir sobre o momento que está passando? Mudar não é fácil gente, mas é libertador. Comece devagar! Se não tem como deixar aquele emprego que te faz infeliz, tenta se planejar guardando dinheiro por um tempo, assim você tem uma reserva financeira. Decidiu que é hora de mudar? Então acredite, tenha persistência que as coisas começam a acontecer.

www.partiuplanob.com.br

Vanessa Brollo

(Foto: Divulgação)(Foto: Divulgação) 

Vanessa Brollo é jornalista com atuação de mais de 25 anos em emissoras de televisão e em assessoria de imprensa. Já foi produtora, repórter, apresentadora e atualmente exerce o cargo de editora chefe de um programa de variedades. Começou o blog Partiu Plano B em 2014, com a ideia de inspirar as pessoas com histórias de empreendedorismo de sucesso. Conta as histórias do blog em uma coluna na rádio CBN Curitiba e também em um canal no Youtube.

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