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Habeas Corpus de Andreia Carla Kotovski aguarda julgamento no Tribunal de Justiça do Paraná

(Foto: Reprodução) - Habeas Corpus de Andreia Carla Kotovski aguarda julgamento no TJPR
(Foto: Reprodução)

O advogado de defesa de Andréia Carla Kotovski, suspeita de assassinar e decapitar o ex-marido, em Almirante Tamandaré em 2018, relatou que aguarda o julgamento de Habeas Corpus impetrado no Tribunal de Justiça do Paraná para que seja imposta medidas cautelares diversas, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Andréia foi presa na cidade de Rio do Oeste em Santa Catarina em novembro de 2018. De acordo com o advogado Leonardo Mateus Nolli, Andréia afirmou que não tinha conhecimento de que era suspeita pela morte de Edivaldo, e não se apresentou a autoridade policial local para os respectivos esclarecimentos e justificativas sobre o caso, pois temia pela integridade de sua vida, de seus filhos e de sua família. O advogado ressaltou que no momento de sua prisão Andréia estava na localidade única e exclusivamente por motivos de trabalho, realizando compra/venda e entregas de mudas de plantas na referida região, comprovando assim o que fazia freqüentemente. Frisa, que em nenhum momento chegou a oferecer vantagem financeira aos policiais civis na ocasião para o não cumprimento do mandado de prisão. E que, na chegada da Delegacia de Almirante Tamandaré foi conduzida a falar diretamente com o Delegado a respeito de assuntos financeiros, que sequer tinha dado início durante o trajeto até a delegacia, modo que foi estritamente conduzida pelo policial civil que acompanhou à realização do ato de sua prisão.

A respeito do crime de Homicídio, Ocultação de Cadáver e Fraude Processual destaca a defesa de Andréia que, em seu interrogatório judicial, relatará a verdade e colaborará com o Poder Judiciário unicamente para elucidação dos fatos.

De outro modo, afirma ainda, que apesar da relação conturbada que tinha com Edivaldo Dias, a mesma sempre buscou distância do mesmo, e já havia terminado o seu relacionamento amoroso, pois este era agressivo e bastante possessivo. Inclusive, Edivaldo já teria ameaçado Andréia e seus filhos. Foram buscados os únicos meios legais e legítimos na Justiça, para afastar Edivaldo de seu convívio.

Destaca também, que não possui envolvimento com a presente situação dos crimes em tela, e no momento oportuno apresentará suas reais justificativas, entretanto afirma veemente que ficou em uma situação de vulnerabilidade em relação a seu companheiro Gean, que possuía muito ciúmes de Edivaldo.

A defesa esclarece ainda, que por duas ocasiões Andréia não pode realizar o seu interrogatório judicial no Juízo de Almirante Tamandaré, por ausência

de agentes para a realização do serviço de escolta da Penitenciária Feminina de Piraquara, para trazê-la ao juízo em que responde a ação penal.

A Defesa esclarece de que, a respeito do crime de Homicídio já impetrou Ordem de Habeas Corpus no Tribunal de Justiça do Estado Paraná para pleitear a liberdade de Andréia, e que aguarda ainda uma data para o respectivo julgamento.

A respeito, da prisão derivada do suposto crime de corrupção ativa, a defesa impetrou anteriormente Habeas Corpus, julgado pela 2ª Câmara Criminal - onde deteve de decisão para imposição de medidas cautelares diversas da prisão, implicante no uso de tornozeleira eletrônica.

Por fim, a defesa afirma que a manutenção da prisão preventiva de Andréia Carla Kotovski, já não se mostra mais necessária posto que já foram cessados todos os motivos que amparavam a decreto prisional anteriormente proferido, finalizou o advogado.

Andréia responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.