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Eleição direta agora é golpe

Não falta quem, a exemplo de alguns deputados, venha usando as redes sociais para pedir “eleições diretas” diante da crise política. Bem, essa é uma saída que pode parecer magnífica aos olhos de alguns desavisados. Ou precipitados. Mas ela contraria a Constituição Federal. Para mim, e para qualquer pessoa que defenda o Estado Democrático de Direito, soluções que estão fora do que prevê a Constituição são aberrações. Em outra palavra, eleição direta agora é golpe. A Carta Magna, que esses mesmos parlamentares juraram defender e respeitar, prevê o rito em caso de impedimento do presidente. Eles e os que compartilham dessa ideia sabem ou deveriam saber que em caso de renúncia ou impedimento do presidente Temer, caberá ao Congresso Nacional escolher seu sucessor. A eleição é, diz a Constituição de 1988, indireta. Não há margem para intepretações diferentes. Nem à luz da lua, nem à luz de qualquer tipo de visão política ou conveniência ideológica. Nem à luz das delações ferventes.

Ou será mesmo que tem gente pensando de verdade em colocar o Brasil de novo sob a tutela de Lula da Silva e seus quadrilheiros, alguns dos quais já presos e muitos a caminho de ser? Ou de aproveitar o vácuo de poder e o enfraquecimento do petismo para eleger a sombria Marina Silva?

Nem Lula, nem Marina. Se puderem e quiserem ser candidatos, vão ser em 2018. Solução diferente disso tem nome e não é bonito: é golpe.