Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Eduardo, o aspone do papai Jair

(Foto: Paola de Orte/Agência Brasil) - Eduardo, o aspone do papai Jair
(Foto: Paola de Orte/Agência Brasil)

Uma das inovações mais esdrúxulas do PT (a maior foi organizar metodicamente o saque amplo, geral e irrestrito aos cofres públicos) foi a criação do cargo de “assessor especial da presidência para assuntos de política externa”. O cargo foi dado ao professor da USP e secretário de Relações Internacionais do PT Marco Aurélio Garcia.

Esdrúxula porque a função de assessor o presidente da República em assuntos da área compete ao ministro das Relações Exteriores – assim como os de economia ao ministro de Economia, saúde ao ministro de Saúde, etc.. E também porque enquanto vigorou tal cargo, a função de chanceler foi de fato exercida por Garcia, submetendo-se o ministro de fato e o Itamaraty a uma situação de constrangimento sem precedente na história brasileira.

O presidente eleito Jair Bolsonaro, pelo visto, está disposto a seguir o procedimento do PT, embora de maneira informal: seu filho mais velho e deputado federal Eduardo está fazendo as vezes de Garcia, agindo e falando como se fosse o futuro chanceler.

E por falar em chanceler, Renato Araújo foi indicado pelo pretenso filósofo Olavo de Carvalho, seu tutor ideológico – assim como da família Bolsonaro -, mas quem deu a palavra final foi Eduardo. E competiu a ele, o primogênito Bolsonaro, realizar a primeira viagem ao exterior representando o papai.

Ele esteve (ou ainda está) nos Estados Unidos, onde conversou com a equipe do presidente Donald Trump, membros do Conselho de Segurança Nacional e do Congresso. Em entrevista à imprensa, assegurou que a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Israel acontecerá a qualquer custo, faltando definir apenas a data. E que o futuro ministro da Justiça Sergio Moro terá, entre suas funções, a de “aumentar a pressão” sobre o governo ditatorial de Nicolás Maduro (outra coisa esdrúxula, já que toda iniciativa na área internacional tem sido até agora de responsabilidade do Itamaraty...)

Eduardo consolida-se, assim, na função de aspone do papai Jair e sinaliza que é ele, em nome do papai presidente, que dará as cartas para o futuro chanceler colocar na mesa. Chanceler que, por suas declarações e escritos, propõe para a nossa política externa uma mudança radical, submetendo os interesses nacionais à ideologia professada por ele e pela família Bolsonaro.

Assim como fez o PT em relação a seus ideais e interesses financeiros por meio de Garcia e os chanceleres que lhe disseram amém.

Como a esperança é a última que morre, resta torcer para que, uma vez empossado, Bolsonaro coloque ordem na casa e determine que quem conduz a política externa é o chanceler e que essa política nãos e afastará da venerável tradição brasileira de colocar os interesses da Nação acima de quaisquer outros.

Grupo do Massa News no WhatsApp

Receba as principais notícias do dia direto no seu celular.

  Entrar no grupo