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Investigar os Bolsonaro, o primeiro desafio de Moro

(Foto: José Cruz/Agência Brasil) - Investigar os Bolsonaro, o primeiro desafio de Moro
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) constatou “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, no período de janeiro de 2017 a janeiro de 2017, quando ele assessorava na Assembleia Legislativa do Rio Flavio Bolsonaro, o filho “01” de Jair.

PM aposentado, Queiroz demitiu-se em 15 de outubro e no mesmo dia sua filha, que trabalhava no gabinete do deputado Jair Bolsonaro, também pediu exoneração. O PM era íntimo dos Bolsonaro e sua mulher e outra filha também também trabalharam para a família.

“Movimentação atípica”, esclarece o Coaf, não equivale a dinheiro sujo, mas a movimentação irregular. No caso de Queiroz, muito acima de seus rendimentos no período.

Chama a atenção, no entanto, que um cheque de R$ 24 mil emitido por Queiroz tenha sido depositado na conta de Michelle, esposa do presidente eleito. Bolsonaro explica: trata-se de pagamento de parte de um empréstimo que ele, Jair, fez ao PM no valor de R$ 40 mil. Empréstimo que, segundo Bolsonaro pai, foi quitado em dez parcelas.

Como assim, dez parcelas, se o cheque detectado equivale a seis parcelas? E por que na conta de Michele? Bolsonaro pede desculpas à futura primeira-dama por envolvê-la na história. E se penitencia: “Se errei, arco com as consequências”. Uma delas será explicar ao Fisco porque omitiu o empréstimo ao ex-assessor do filho, sobre o qual deveria pagar imposto.

Flavio, por sua vez – ele se elegeu senador -, disse confiar plenamente” no ex-assessor e que ele deu “explicações plausíveis” sobre a origem do dinheiro. Seu irmão Eduardo sentenciou: “Ninguém sabe o que aconteceu” com a conta do ex-assessor.

Detalhes à parte – entre eles a utilização da conta como “casa da mão joana” por outros assessores de “01” -, é inevitável que se investigue a origem e a destinação do dinheiro movimentado por Queiroz.

Como diz o ditado, “a mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”. Um presidente que se elegeu prometendo uma cruzada contra a corrupção não pode permitir que se duvide de sua conduta e de sua família. Pois o episódio permite temer que conta do ex-assessor era uma lavanderia de dinheiro dos Bolsonaro!

Eis o primeiro grande desafio - e missão - de Sergio Moro quando assumir o superministério da Justiça, que terá sob seu controle o Coaf: usar toda a sua expertise no combate à corrupção e lavagem de dinheiro para investigar a conta do ex-assessor.

O Brasil, que tanto padeceu sob o governo corrupto do PT, não pode conviver com essa dúvida cruel!

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