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O desvio sem volta de Beto Richa

O ex-governador Beto Richa protocolou hoje no TRE a renúncia ao comando do PSDB no Paraná.

Coincidentemente, três meses atrás eram presos Richa, seu irmão Pepe, a esposa Fernanda, o assessor Ezequias, herdado do velho pai José, que foi deputado federal, prefeito de Londrina, governador e senador e teve papel decisivo no processo de redemocratização do país após o regime militar.

Presos também foram seu ex-chefe de Gabinete, secretário de Comunicação e pau para toda obra Deonilson Roldo. E o empresário Jorge Atherino, amigo de Beto.

Todos caíram no âmbito da investigação de pagamento de propina no programa Patrulha do Campo - aluguel de máquinas para manutenção de estradas rurais -, mais um capítulo da série de acusações que recaem sobre o ex-governador e seu entorno, que inclui o "primo distante" Luis Abi Antoun.

Com exceção de Deonilson e Atherino, os demais estão livres e soltos – por enquanto, pois a PGR recorreu – graças à incontinência do ministro Gilmar Mendes em libertar presos notórios.

O rol de acusados de corrupção inclui Maurício Fanini e Nelson Leal, "amigos" do ex-governador que fecharam acordo de delação. Tony Garcia, outro “amigo”, delatou o esquema da Patrulha do Campo.

Não bastassem as coincidências, no dia em que Beto foi preso seu pai completaria 84 anos.

José Richa construiu uma biografia brilhante como homem público. Beto, que tinha tudo para ser maior que o pai, perdeu-se pelo caminho, é o que indicam as investigações. O desvio que tomou, se confirmado, não tem volta.

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