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O fim melancólico de Aécio Neves

Delatado pelos sócios da JBS como tendo pedido – e recebido - R$ 2 milhões para se defender na Lava Jato, na qual sequer foi denunciado por enquanto, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, foi afastado do mandado por decisão do ministro Edson Fachin, que também autorizou a prisão preventiva da irmã dele, Andrea.

Os imóveis de Aécio estão sendo vasculhados pela PF.

O senador foi delatado por executivos da OAS e Odebrecht como beneficiário de propina da construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.

Quem diria: quase presidente da República nas últimas eleições, que perdeu por meros três milhões de votos e em consequência do maior estelionato eleitoral de que se tem notícia, praticado por sua adversária Dilma Rousseff, Aécio chega ao fim de sua carreira de forma melancólica, igualando-se na ignomínia àqueles de quem se apresentava como antítese, os petistas!

E seu partido sofre um duro abalo. Depor Aécio da presidência é iniciativa premente. Mas apenas paliativa: os estilhaços da delação deixarão cicatriz permanente nos tucanos.

Inté mais inté, dotô!