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Poupe-nos, Temer, poupe-nos!

Não poderia ter havido pior momento para vir a público a delação de um dos sócios da JBS, Wesley Batista, que atingiram no peito – e a ferida é de extrema gravidade – o presidente Michel Temer.

Pois ocorre justamente no momento em que o Brasil, dilapidado pelos petistas, começava a escalar o poço profundo da recessão, inflação, dívida pública, desemprego, etc. E em que as reformas estruturantes, indispensáveis à recomposição do estado, começavam a avançar no Congresso.

A semana iniciou alvissareira, com sinais de melhora em praticamente todos os indicadores econômicos, e chega ao fim sob o céu púmbleo da incerteza: o que será do país depois de mais este golpe?

A queda de mais de 10% nos papéis comercializados na Bolsa de Valores de São Paulo é uma amostra do que pode vir pela frente.

O Titanic brasileiro chocou-se mais uma vez com um iceberg e soçobrará se não receber reparos urgentes em seu casco e estrutura avariados. E se o seu comandante não recuperar a credibilidade, não há como permitir que continue no posto.

Temer somente recomporá a credibilidade, se é que ainda a possui, se a denúncia contra ele, de que deu aval ao mensalão que o sócio da JBS disse estar pagando a Eduardo Cunha para mantê-lo calado, não se materializar na gravação que o delator diz possuir.

Se isso acontecer, não resta a Temer, para o bem dele e do país, outro caminho que não a renúncia.

O país não suportará mais um processo de impeachment.

O fim melancólico de Aécio Neves 

Delatado pelos sócios da JBS como tendo pedido – e recebido - R$ 2 milhões para se defender na Lava Jato, na qual sequer foi denunciado por enquanto, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, foi afastado do mandado por decisão do ministro Edson Fachin, que também autorizou a prisão preventiva da irmã dele, Andrea.

Os imóveis de Aécio estão sendo vasculhados pela PF.

O senador foi delatado por executivos da OAS e Odebrecht como beneficiário de propina da construção da Cidade Administrativa, sede do governo mineiro.

Quem diria: quase presidente da República nas últimas eleições, que perdeu por meros três milhões de votos e em consequência do maior estelionato eleitoral de que se tem notícia, praticado por sua adversária Dilma Rousseff, Aécio chega ao fim de sua carreira de forma melancólica, igualando-se na ignomínia àqueles de quem se apresentava como antítese, os petistas!

E seu partido sofre um duro abalo. Depor Aécio da presidência é iniciativa premente. Mas apenas paliativa: os estilhaços da delação deixarão cicatriz permanente nos tucanos.

Inté mais inté, dotô!