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Poupe-nos, Temer, poupe-nos!

Não poderia ter havido pior momento para vir a público a delação de um dos sócios da JBS, Wesley Batista, que atingiram no peito – e a ferida é de extrema gravidade – o presidente Michel Temer.

Pois ocorre justamente no momento em que o Brasil, dilapidado pelos petistas, começava a escalar o poço profundo da recessão, inflação, dívida pública, desemprego, etc. E em que as reformas estruturantes, indispensáveis à recomposição do estado, começavam a avançar no Congresso.

A semana iniciou alvissareira, com sinais de melhora em praticamente todos os indicadores econômicos, e chega ao fim sob o céu púmbleo da incerteza: o que será do país depois de mais este golpe?

A queda de mais de 10% nos papéis comercializados na Bolsa de Valores de São Paulo é uma amostra do que pode vir pela frente.

O titanic brasileiro chocou-se mais uma vez com um iceberg e soçobrará se não receber reparos urgentes em seu casco e estrutura avariados. E se o seu comandante não recuperar a credibilidade, não há como permitir que continue no posto.

Temer somente recomporá a credibilidade, se é que ainda a possui, se a denúncia contra ele, de que deu aval ao mensalão que o sócio da JBS disse estar pagando a Eduardo Cunha para mantê-lo calado, não se materializar na gravação que o delator diz possuir.

Se isso acontecer, não resta a Temer, para o bem dele e do país, outro caminho que não a renúncia.

O país não suportará mais um processo de impeachment.