Coxa com a ‘cara’ do Guto

Com a semana cheia de trabalho, o novo treinador Guto Ferreira teve a chance de conhecer melhor o elenco do Coritiba. Contra o Fluminense, ainda era cedo para cobrar algo do técnico, e as falhas do goleiro Rafael William e da dupla de zaga Guillermo e Marcio Silva apagaram qualquer possibilidade de avaliação.

No segundo jogo sob o comando de Guto, já percebi o bom jogo que fez o zagueiro John Chancellor. Para mim, ele deveria ganhar mais uma chance no time titular, ao lado do Luciano Castán. E mesmo não fazendo um jogo brilhante, o ataque produziu, Fabrício Daniel fez um gol importante e o time venceu o Avaí.

Alguns pontos precisam estar bem claros para o clube a esta altura do Campeonato Brasileiro: 

  • Ponto 1: Adversários diretos precisam ser vencidos, dentro e fora de casa;
  • Ponto 2: Uma derrota em casa é um desastre;
  • Ponto 3: O Coritiba precisa fazer uma campanha impecável a partir de agora;

Por conta dos reforços contratados nesta janela de meio do ano e por causa da troca da comissão técnica, estas mudanças precisam fazer um efeito positivo obrigatório para que o clube possa continuar na Série A no ano que vem.

Para um time grande que jogou três anos a Série B, se recuperou, voltou para a elite brasileira, conquistou o Campeonato Paranaense e, se conseguir engatar uma boa série de vitórias (o que já seria um bônus), jogar uma Copa Sul-Americana em 2023 seria uma subida no patamar de um clube que sofreu nos últimos anos e vai colher, até de forma antecipada, os frutos destas grandes mudanças, que começaram com a eleição de Renato Follador em dezembro de 2020.