Se a resposta foi ‘sim’ e venceu? E agora, Felipão?

Por Mauro Mueller

A vitória foi magrinha, mas ainda assim é uma vitória. É com este 1 a 0 na bagagem que o Furacão viaja para jogar a volta no Alianz Parque. Vantagem pequena, mas importante.

Para valorizar ainda mais o placar, basta lembrar que o Palmeiras não perdia como visitante há três anos e quatro meses na Libertadores, e como você pode ler na minha coluna anterior, eu sentia esse “cheirinho” quando percebi uma queda de rendimento nos últimos jogos, tanto na série de empates e na vitória mínima contra o Coritnthians pelo Brasileiro, quanto na própria Libertadores, já que o Palmeiras sofreu muito para se classificar diante de um Galo Mineiro que também não vive bons momentos.

Futebol tem essa coisa de confiança muito aparente (não me pergunte o motivo). Abria ao time do Felipão a real possibilidade de vencer o Palmeiras, que ainda assim é grande e muito perigoso. A zaga e a meia cancha do Athletico não deixaram o time verde criar na maior parte do jogo, liderados por Fernandinho. A bola chegava quebrada, quando chegava.  Nas poucas chances, o goleiro Bento seguia firme embaixo da trave rubro-negra. O gol do Alex Santana foi de oportunismo, depois de um apagão dos zagueiros dentro da área palmeirense.

Na partida de volta o Palmeiras terá o estádio lotado e seus torcedores empurrando o time, exatamente como fez o torcedor do Furacão em Curitiba, que encheu a Arena (total de público: 39 mil).

Além de administrar esta vantagem de um gol, o Felipão vai armar um time tão defensivo quanto foi este da partida de ida e esta é uma das características vencedoras do mestre Scolari, que foi expulso do jogo e não estará à beira do gramado do Allianz Parque. Se conseguir a mesma atuação do jogo de ida, acredito na classificação do Athletico para a final, depois de 17 anos esperando uma chance de jogar uma das partidas finais em sua casa, o que não aconteceu em 2005, contra o São Paulo.

Sobre o autor

Filho de radialista, Mauro Mueller (@mauromueller) começou sua carreira no rádio, aos 14 anos e já trabalhou nas principais emissoras de Curitiba e São Paulo. É músico, compositor, poeta, cronista e contista. Também é palhaço e ator. A sua relação com o jornalismo esportivo começou em 2001, quando coordenava a Rádio Transamérica de Curitiba e implantou um projeto inovador para o rádio esportivo. Está no Show de Bola desde sua estreia, em 2010.