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Meu técnico tem que ser um vencedor

Redação

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Por Mauro Mueller

Foto: Divulgação/Adobe Stock

Quem deveria ser o novo treinador da seleção brasileira de futebol masculino?

A onda agora é acreditar num estrangeiro para trazer o tão sonhado (desde 2006) hexa.

Mesmo admirando o trabalho de vários estrangeiros, como Zidane, Guardiola, Deschamps, Mourinho, Gallardo e, recentemente no Brasil, Vitor Pereira e Vojvoda, tenho apenas uma opinião a respeito de colocar um treinador estrangeiro na seleção.

Ele não terá aquele registro no DNA brasileiro, que tanto nos orgulha e nos faz diferentes. Mas se pensarmos que os jogadores brasileiros saem do Brasil com 18 anos de idade e somente tem o DNA, vivendo o dia a dia em países e realidades diferentes e talvez muitos nem tenham a identificação com o povo que mereça algum elogio, qualquer treinador de alto nível poderia fazer este trabalho.

Não estou certo de como será ter um estrangeiro comandando a seleção, assim como não estou certo do hexa se um brasileiro assinar. Concordei com a contratação do Tite na época. Quando Tite falou de um projeto diferente de outros, com suas didáticas ricas, dados pontuais, cheio de palavras inventadas, impressionando a todos com um jeito sério e um método bem estabelecido, já pensava em taça.

Nas duas Copas do Mundo ele nos deu exatamente o mesmo resultado: eliminação nas quartas de final, convocando jogadores como Daniel Alves, que era sim um monstro de alto nível, mas que nos últimos dez meses mal entrava em campo. Juro que desanimei.   

Voltando no tempo, podemos perceber que os técnicos brasileiros campeões da Copa do Mundo não eram técnicos conhecidos pela excelência em academia, especialistas em táticas, técnicas apuradas e didáticas perfeitas. Aliás, os considerados ‘professores’ com seus métodos acabaram morrendo na praia, casos de Telê Santana e Claudio Coutinho, considerados gênios, mas que não conseguiram conquistar o título maior para a seleção.

Na minha singela opinião, o técnico de seleção não precisa trazer pranchetas, planos mirabolantes e métodos inovadores, pelo menos na atual seleção, onde o que precisamos é de um bom ‘convocador’. Convocar os jogadores certos, em suas melhores fases profissionais, especialistas em suas em posições, que tenham os melhores scouts e que tenham excelentes médias nas análises de desempenho. Fazê-los se apaixonar pela camisa da seleção e brilharem seus olhos quando entrarem em campo. É disto que sinto mais falta num time de Copa do Mundo nos últimos anos.

Sobre o autor

Filho de radialista, Mauro Mueller (@mauromueller) começou sua carreira no rádio, aos 14 anos e já trabalhou nas principais emissoras de Curitiba e São Paulo. É músico, compositor, poeta, cronista e contista. Também é palhaço e ator. A sua relação com o jornalismo esportivo começou em 2001, quando coordenava a Rádio Transamérica de Curitiba e implantou um projeto inovador para o rádio esportivo. Está no Show de Bola desde sua estreia, em 2010.

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