Com exposição do artista Schwanke, MON reabre ao público

O Museu Oscar Niemeyer (MON), localizado em Curitiba, reabriu ao público. A decisão leva em consideração o decreto estadual 7.506/2021 e segue orientações de segurança determinadas pela Secretaria de Estado da Saúde.

Entre as várias medidas adotadas para a reabertura está o limite de pessoas para visitação nas salas expositivas e em todo o museu. O material impresso, como guias e folders, foi substituído por versões digitais, disponíveis por QR codes.

Devido à pandemia do coronavírus, o MON ficou fechado ao público nos períodos de 17 de março de 2020 a 16 de outubro de 2020; de 6 de dezembro de 2020 a 9 de janeiro de 2021; e de 27 de fevereiro a 30 de abril de 2021.

Schwanke

Como novidade na reabertura, o MON apresenta a exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, concebida exclusivamente para o espaço do Olho. É uma retrospectiva do trabalho do artista Luiz Henrique Schwanke, desde a década de 1970 até as últimas produções, com mais de 150 obras, sendo boa parte inédita. 

“Ao realizar a exposição, que é inédita e foi idealizada especialmente para o espaço do Olho, o MON reverencia esse artista pesquisador tão importante que, com seu trabalho, explorou magistralmente as mais diversas linguagens, o que faz com que sua obra permaneça tão atual”, afirma a diretora-presidente do museu, Juliana Vosnika.

Juliana lembra que se trata de uma retrospectiva de toda a produção de Schwanke desde 1976, percorrendo experiências múltiplas. “Mais de 70% das obras apresentadas são inéditas, pertencentes ao acervo da família e de colecionadores”, explica Juliana.

A superintendente-geral de Cultura do Paraná, Luciana Casagrande Pereira, destaca a onipresença do artista no cenário das artes entre as décadas de 1970 e 1990. “Com a exposição em seu mais icônico espaço expositivo, o MON reconhece a importância desse profícuo e premiado artista, que viveu alguns anos em Curitiba, cidade que certamente o inspirou”, afirma Luciana.

O artista tem em sua obra a singularidade de permitir diferentes abordagens e se estender por variadas formas, o que inclui desenhos, pinturas, livros, objetos, esculturas e instalações, num conjunto complexo e surpreendente.

“A obra de Schwanke é um campo de inquietação e desassossego e se constitui em um verdadeiro labirinto”, diz a curadora Maria José Justino. “Entrar em sua obra é um convite a percorrer caminhos que oferecem diversas linguagens e, quando acreditamos encontrar a saída, não passa de novas sendas para outras rotas, outras paragens e novos sentidos”.

A exposição “Schwanke, uma Poética Labiríntica”, realizada pelo MON, conta com o apoio do Instituto Luiz Henrique Schwanke.

Informações da Agência Estadual de Notícias