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Curitiba terá museu dedicado a Tutankhamon

(Foto: Reprodução Facebook) - Curitiba terá museu dedicado a Tutankhamon
(Foto: Reprodução Facebook)

Considerado o maior complexo egípcio do país, a Ordem Rosacruz vai receber um novo museu: O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon. A iniciativa é parceria com o arqueólogo egípcio e cientista Zahi Hawass, por meio do projeto da empresa “Laboratorio Rosso”, da Itália.

A previsão é que o novo museu seja inaugurado no segundo semestre deste ano. A ideia e o conceito do museu foram concebidos pelo professor Zahi Hawass, que é especialista na história do Faraó Tutankhamon.

Ao contrário do Museu Egípcio e Rosacruz, que trabalha uma nova temática para suas exposições a cada dois anos, o novo espaço será totalmente dedicado a expor a história de Tutankhamon apresentando ao público réplicas fiéis às originais de algumas das peças que foram encontradas em sua tumba no ano de 1922.

As peças foram confeccionadas pelo laboratório do Conselho de Antiguidades do Egito, no Cairo. A escolha levou em consideração os artefatos ícones, os mais conhecidos, da tumba de Tutankhamon. Os objetos selecionados estão relacionados ao poder real, associados ao cotidiano, ao divino e à garantia de vida além tumulo desse rei. A disposição delas será em um ambiente organizado em quatro seções: Descoberta e apresentação do vídeo da tumba de Tutankhamon, Vida de um Rei, Religião e vida após a morte, e Morte e Sepultamento.

Para o novo museu da Ordem Rosacruz, AMORC, “O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon” o Laboratorio Rosso ficará responsável por desenvolver o projeto museológico, o projeto museográfico, o design gráfico, além da produção de materiais audiovisuais como um vídeo introdutório, vídeos curtos sobre a época, a vida, os objetos de Tutankhamon, um vídeo com a linha do tempo da História do Antigo Egito voltado ao teor educacional e a Múmia Virtual: um vídeo que mostra a múmia de Tut com amuletos e suas funções, resultados da pesquisa médica, teorias e fatos sobre sua vida e morte, especialidade do Dr. Zahi Hawass.

Tutankhamon

Tutankhamon governou o Egito no século XIV a.C., de 1333 a 1323 a.C. Teve um reinado curto, porém em um período conturbado da história egípcia, pois o faraó anterior, Akhenaton, havia realizado uma grande mudança administrativa e religiosa, com o estabelecimento da crença em um deus único – Aton, sendo o Sol o melhor símbolo para representá-lo, pois tocava a todos com sua energia vital indistintamente. Coube a Tutankhamon reestabelecer a crença politeísta. Como morreu jovem, aos 19 anos, não houve tempo suficiente para construir uma grande tumba, como a de muitos faraós que governaram durante a XVIII dinastia, porém o conteúdo de sua morada eterna revelou ao mundo aspectos do poder faraônico, a religião e crença funerária egípcia.

Em 04 de novembro de 1922, depois de longos anos escavando no Vale dos Reis, o egiptólogo inglês Howard Carter realizou uma das principais contribuições para a Egiptologia: descobriu a tumba do faraó Tutankhamon, a KV62. Como as tumbas faraônicas haviam sido saqueadas desde a antiguidade, esta em especial, estava quase que intacta e revelou uma grande quantidade de objetos que levou os egiptólogos a refletirem sobre a riqueza que teria sido depositada nas tumbas dos antigos reis egípcios. Passados 97 anos desta descoberta, os objetos ali encontrados continuam fascinando todos que têm oportunidade de contemplá-los e este é um dos objetivos do novo museu, além de provocar reflexões sobre uma das culturas mais interessantes e antigas do planeta.

Colaboração Assessoria de Imprensa

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