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Museus e curadores divulgam carta de repúdio a ações contra exibições

Representantes de instituições culturais de diferentes Estados e curadores divulgaram nesta segunda-feira, 2, uma carta pública à sociedade brasileira em que externam seu repúdio a ações orquestradas por movimentos conservadores contra exposições consideradas por ele imorais, como a Queermuseu, fechada no Santander Cultural, em Porto Alegre, mês passado, e "Panorama da arte brasileira", em cartaz no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Ambas mostras vêm sendo alvos de ataques virtuais e até reais - no sábado, chegou-se à agressão física contra funcionários do MAM -, que se baseiam na falsa premissa de que elas promovem "zoofilia" e "pedofilia". A carta é assinada por 73 pessoas, como Adriano Pedrosa, diretor artístico do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), Antônio Grassi, diretor executivo de Inhotim (MG), Carlos Alberto Gouvêa Chateaubriand, presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), e Ricardo Ohtake, presidente do Instituto Tomie Ohtake.

O texto sai em defesa da liberdade de expressão e afirma que "limitar e impedir artistas, curadores e instituições é uma clara política de retrocesso face ao processo histórico que implantou um Estado democrático de direito no Brasil".