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Como escolher um azeite de boa qualidade?

- Como escolher um azeite de boa qualidade?

Um azeite de boa qualidade possui algumas características marcantes, que o diferencia dos demais. A Proteste, maior associação de defesa do consumidor da América Latina, realiza testes que classificam diferentes azeites a partir da sua qualidade. Um exemplo de marca que possui critérios rígidos para garantir a qualidade do seu produto é a La Violetera. Por isso, com a experiência de uma empresa de 90 anos, é uma das marcas mais bem classificadas no teste, onde sete marcas foram reprovadas por fraude.

Os atributos positivos que podem ser identificados em um azeite de excelente safra são o aroma (frutado verde ou maduro), resultado do ponto de maturação das olivas recém colhidas e a sensação de picância e amargor (identificada na garganta quando ingerido); que indicam que o azeite foi extraído de olivas verdes ou no início de sua maturação, saudáveis e frescas. Os azeites com essas propriedades podem combinar notas sensoriais identificadas quando o azeite é degustado puro.

Segundo a legislação do COI (Conselho Oleico Internacional), há regulação para a acidez máxima de cada tipo de azeite. No caso do azeite extra virgem, o mais popular, a acidez máxima deve ser de 0,8%. Na prática, isso significa que quanto menor a acidez, mais puro é o azeite e melhor é a sua qualidade.

Escolher o azeite puro, sem misturas com outros azeites, também é um critério importante. Essa informação pode ser encontrada nos ingredientes e nos rótulos. A conservação também é crucial: a exposição do azeite à luz e ao sol pode oxidar gorduras monoinsaturadas e fazer com que o azeite perca suas qualidades nutricionais.

Sobre a La Violetera

Os azeites La Violetera vêm diretamente da Espanha, assegurando o que há de melhor quando o assunto é oliva. Com uma linha diversificada, que vai do extra virgem aos monovarietais, atende as demandas corriqueiras até pratos elaborados e sofisticados. É a qualidade da alta gastronomia acessível a todos.

A avaliação dos azeites La Violetera é feita seguindo os mais rígidos critérios mundiais. Após todo o processo de prensa das olivas, a parte líquida é levada para tanques de aço inoxidável, onde fica armazenada. Ali, é feita a avaliação do azeite, para garantir que sua classificação seja até 0,8%. Assim, ele poderá ser envasado, ou vendido a granel, como azeite de oliva extra virgem.

A história do azeite

“Ouro líquido”. Essas duas palavras expressam por si só a importância histórica do azeite de oliva. Estima-se que há mais de 6 mil anos o azeite já era usado por povos mesopotâmios como proteção contra o frio, ou como preparo para batalhas. Em ambos os casos as pessoas untavam-se no azeite. A proximidade dos mesopotâmios com os fenícios proporcionou o conhecimento do produto e de seu método produtivo. Coube aos fenícios, então, propagar o produto e sua técnica de cultivo.

Como eram comerciantes conhecidos, levaram consigo a informação através do Mar Mediterrâneo para gregos, egípcios e mais tarde portugueses, italianos e espanhóis. A partir do século VII a.C., o azeite passou a ser objeto de estudo entre filósofos, médicos, e historiadores da época em virtude de seus inúmeros benefícios ao ser humano.

Além dos gregos, os romanos também tiveram importante relação com o azeite.  Ambos os povos ampliaram o leque de uso do produto, passando a utilizá-lo como unguento, medicamento, combustível, lubrificante de alfaias, impermeabilizante de tecidos e na culinária.

Um fato curioso é a ligação do azeite com a religião e as inúmeras lendas a seu respeito. Os egípcios acreditavam que a deusa Ísis havia concedido a oliveira, enquanto na mitologia grega há uma lenda da disputa entre Poseidon e Atena sobre quem seria o deus protetor da cidade de Atenas. Para conseguir vencer a disputa, Poseidon concedeu uma fonte de água, porém Atena venceu a disputa concedendo uma oliveira vistosa e forte na cidade. O azeite e a oliveira ainda aparecem na Eneida de Virgílio, além de ser símbolo de Deus entre os homens na visão dos judeus.

Já entre cristãos, o azeite foi amplamente citado na bíblia, inclusive nos momentos finais de Jesus. Cristo passou momentos agonizando no Getsêmani, que significa “lagar do azeite”, assim criou-se a analogia de que Cristo sofreria para prover a pureza, tal qual a oliva é esmagada para gerar o azeite, que na bíblia é descrito como símbolo de pureza.

Desde então, os métodos de produção se atualizaram, porém, o reconhecimento do azeite e seus benefícios permanecem em alta. O cultivo da oliveira espalhou-se pelo mundo, com produção bastante alta em países fora do eixo mediterrâneo, como a Argentina.

Colaboração Débora Macedo

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