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Pôster de Demi Lovato é censurado no Reino Unido por ‘blasfêmia’

Redação

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Por Redação

Foto: Reprodução/ Instagram @ddlovato

São Paulo, 13 (AE) – Em agosto de 2022, a cantora Demi Lovato teve os seus cartazes promocionais de seu álbumHoly Fvck” retirados das ruas de Londres, capital do Reino Unido. A ação foi determinada pela ASA – autoridade que corresponde ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) no Brasil. De acordo com o portal The Drum, a justificativa teria sido “blasfêmia e grave ofensa ao cristianismo”.

Segundo a apuração do portal britânico, a autoridade argumentou que a peça publicitária correlacionou um ícone cristão – Jesus pregado na cruz – à sexualidade. Isso porque o cartaz estampava a cantora, vestida com roupas de bondage, deitada sobre uma cama em forma de cruz. Além disso, a ASA pontuou que a posição das pernas de Demi na imagem é a mesma daquela em que Jesus costuma ser representado nos crucifixos.

Na decisão encaminhada à Polydor Records, departamento da Universal Music no Reino Unido, a ASA afirmava que o conteúdo promocional era ofensivo. “Nós (ASA) consideramos que a imagem de Lovato amarrada em uma roupa estilo bondage enquanto estava deitada em um colchão em forma de crucifixo, em uma posição com as pernas amarradas para um lado, era uma reminiscência de Cristo na cruz”, escreveram os servidores da autoridade reguladora.

O nome do álbum, “Holy Fvck”, que está estampado na imagem também foi considerado um problema pelo órgão, já que se trata de um trocadilho com uma expressão obscena em inglês. A ASA afirmou que o uso do termo no cartaz fere o dispositivo infralegal do país que diz sobre o uso de linguagem imprópria em ambientes públicos, locais nos quais crianças podem estar presentes.

Ao The Drum, a Polydor Records disse que não acredita que o pôster poderia ser uma ofensa grave. Em sua defesa, a gravadora disse que consultou a agência sobre a viabilidade de colocar os cartazes nas ruas e que a instituição teria dado o seu aval para a execução da campanha. Os materiais ficaram expostos em Londres por quatro dias, em seis pontos da cidade, até o dia 23 de agosto de 2022 – quando foi dada a decisão para a suspensão da divulgação.

Por Estadão Conteúdo.

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