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Principais atletas do Brasil no topo do esporte são mulheres

- Principais atletas do Brasil no topo do esporte são mulheres

Pelé, Ayrton Senna, Romário, Guga, Ronaldo, Anderson Silva, Neymar. Quando se fala em referências brasileiras no esporte, esses são alguns dos primeiros nomes que vêm à mente. Assim como em outras áreas da sociedade, o destaque dado aos homens quase sempre supera o das mulheres, não importa o que aconteça. Mas 2018 terminou apontando para mudanças. Ao menos no esporte brasileiro. Foram as mulheres que fecharam a temporada no topo.

O ano começou com a expectativa da Copa do Mundo, potencializada pelos resultados e o futebol apresentado pelo time treinado por Tite. “O hexa já é realidade”, diziam. Não foi. A derrota para a Bélgica nas quartas-de-final e a mundialmente criticada atuação – em diferentes aspectos – de Neymar no torneio, foram um balde de água fria na torcida brasileira. Com exceção de Gabriel Medina, bi-campeão mundial de Surf, nenhum homem brasileiro se destacou tanto quanto Amanda Nunes, lutadora de MMA e agora detentora de dois cinturões simultaneamente, e a já consagrada jogadora de futebol Marta, eleita a melhor do mundo pela sexta vez na carreira.

O fenômeno se estende a modalidades menos debatidas na mídia. Na atual edição da prova de rali mais tradicional do mundo, o Rally Dakar, o número de mulheres inscritas bateu recorde. São 17 competidoras inscritas no ano que marca os 40 anos da competição. Dessas, 11 são brasileiras. Sem dúvidas, uma marca histórica. Caso uma delas vença a competição, pode escrever o nome na história do esporte, como diversas outras grandes campeãs de diferentes esportes. Confira a seguir algumas:

Marta

Com o prêmio conquistado em setembro de 2018, a alagoana se tornou a única atleta com 6 títulos de melhor atleta de futebol do planeta, mesmo entre os homens. Os detentores da melhor marca na versão masculina do esporte são os fenômenos Cristiano Ronaldo e Messi, com 5 prêmios cada. Isso dá a dimensão do feito de Marta, e nos faz refletir sobre a falta de apoio ao futebol feminino no Brasil.

Amanda Nunes

A lutadora baiana de MMA já era campeã da categoria peso-galo do UFC, quando desafiou a também brasileira Cris Cyborg para um duelo pelo cinturão das peso-pena. Cyborg estava invicta até então, e traders que realizam apostas no UFC a colocavam como grande favorita. Amanda Nunes surpreendeu e nocauteou Cris Cyborg em poucos segundos, conseguindo o inédito feito de conquistar dois cinturões de categorias diferentes da organização de MMA mais famosa do mundo ao mesmo tempo. O principal executivo do UFC, Dana White, chegou a declarar que Amanda Nunes já pode ser considerada a melhor da história. Sua entrada no hall da fama do UFC passou a ser questão de tempo.

Maria Lenk

Maria Lenk foi a primeira sul-americana a participar de uma Olímpiada, em 1932, com apenas 17 anos de idade. Mesmo não alcançando nenhuma premiação no evento, o feito é considerado um marco para a história da natação e do esporte nacional. Maria Lenk é reverenciada até hoje, e é reconhecida como a principal nadadora brasileira da história e única mulher do país a entrar para o Hall da Fama da natação. Além disso, entre outras homenagens, Maria Lenk batiza o complexo de piscinas do Flamengo, clube onde treinou por quase toda a vida.

Maria Esther Bueno

Se 2018 foi um ano de glórias para as mulheres do esporte brasileiro, também houve espaço para a saudade. Maria Esther Bueno faleceu em junho. Com 19 títulos de Grand Slam, Maria Esther é considerada a maior tenista brasileira de todos os tempos, tendo alcançado o posto de número 1 do mundo em quatro temporadas - 1959, 1960, 1964 e 1966. Conquistou o seu 1º título de Grand Slam no tradicional gramado de Wimbledon, em 1959, aos 19 anos. Em 1960, ganhou os quatro torneios de duplas ao vencer na Austrália, com Christine Truman, e em Wimbledon, Roland Garros e no Aberto dos Estados Unidos, todos em parceria com Darlene Hard. No total, ganhou 589 títulos ao longo de sua carreira. Ela entrou para o hall da fama do tênis em 1978.

Hortência

Hortência de Fátima Macari foi a maior jogadora brasileira de basquete de todos os tempos. Com 3.160 pontos em 127 jogos, Hortência, nascida no interior de São Paulo, tem uma média de 24,9 pontos por partida. Formou uma consagrada dupla com a também genial “Magic” Paula nas históricas conquistas do mundial de basquete de 1994 e da medalha de prata nas Olimpíadas de 1996. Em 2005, entrou para o Hall da Fama do basquete feminino, sendo a primeira brasileira a receber tal honraria.

Rafaela Silva

A judoca era uma das principais esperanças de medalha do esporte brasileiro na Olimpíada de Londres, em 2012. Foi duramente criticada, inclusive com xingamentos racistas, após sofrer uma eliminação precoce na competição. Quatro anos depois, Rafaela Silva virou o jogo em sua cidade natal e foi responsável pela primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Um feito para coroar uma biografia difícil, semelhante à de milhões de brasileiras, com uma infância pobre nos morros cariocas. Rafaela é um dos grandes exemplos recentes de luta das mulheres para conquistar seus objetivos no esporte.

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