Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

20 mil dão adeus ao goleiro Danilo em Cianorte

Cerca de 20 mil pessoas passaram pelo centro de eventos Carlos Yoshito Mori, em Cianorte, para prestar homenagem ao goleiro da Chapecoense Marcos Danilo Padilha, 31 anos, falecido no desastre aéreo ocorrido na Colômbia, que matou boa parte do elenco da equipe catarinense, além de integrantes da comissão técnica, dirigentes e jornalistas.

As luvas usadas por Danilo para as defesas estavam nas mãos da esposa, que as utilizava para enxugar as lágrimas. Ela e a irmã do goleiro passaram boa parte do velório abraçadas ao caixão.

A mãe do atleta, Ilaídes Padilha, voltou a encantar pela fortaleza e lembrou o carinho que recebeu da torcida da Chapecoese durante o velório coletivo realizado em Santa Catarina, antes do corpo ser trazido para Cianorte. A Arena Condá ficou lotada para honrar a memória dos falecidos.

“Foi uma grandiosidade. O povo chapecoense me ‘catou’ no colo lá. Eu não tenho como agradecer o carinho que eles tiveram pelo meu filho e vão ter para o resto da vida. Eles vão eternizar ele [Danilo]”, disse.

Amigos do futebol compareceram para dar adeus a Danilo, como o colega de infância Fernandinho, hoje jogador do Botafogo de Ribeirão Preto. “Às vezes não dá nem para acreditar, mas infelizmente aconteceu essa tragédia. Agora, a gente tem que dar força para a família, que é o mais importante”, declarou.

O técnico do Londrina Esporte Clube, um dos primeiros treinadores de Danilo, carregou o caixão e se mostrou muito emocionado. Outro presente foi o ex-presidente do Operário e apresentador do Tribuna da Massa em Ponta Grossa, Jocelito Canto. “Ele marcou presença pelo seu trabalho, do seu jeito, ele foi o goleiro que fez subir o Operário”, lembrou.

Por volta das 16h, o caixão foi levado pelo caminhão do Corpo de Bombeiros para um cortejo fúnebre, passou por duas igrejas católicas que Danilo frequentava e pelo campinho em frente à sua casa, onde fez as primeiras defesas, até chegar ao cemitério.

O pai Eunício levou uma foto do filho à frente do caixão e os presentes gritaram “o campeão voltou”.

Colaboração Célia Martinez e Alex Magosso da Rede Massa