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Amigos, familiares e torcedores prestam últimas homenagens a Pipe Grohs, Duca e Caio Jr, em Curitiba

Depois de dias de angústia e espera, o último domingo (05) foi marcado pela despedida às vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense. Em Curitiba foram velados os corpos do analista de desempenho Pipe Grohs, do auxiliar-técnico Duca, e do técnico Caio Junior, ídolo da torcida do Paraná Clube.

Luiz Felipe Grohs, o Pipe, analista de desempenho da Chapecoense, tinha apenas 25 anos e era conhecido como o ‘menino-prodígio’ de seu mestre, Caio Jr., também vitimado no acidente. “Ele estava adorando trabalhar lá, que a Chapecoense era um time muito sério, diretoria muito séria, um trabalho muito honesto”, contou o irmão de Pipe. O corpo do jovem foi velado e sepultado no Cemitério Parque Iguaçu, em Curitiba.

O auxiliar-técnico Eduardo de Castro, o Duca, sobrinho de Caio Junior, foi cremado no mesmo lugar que o tio, na Capela Vaticano. Duca tinha 37 anos e ansiava pela volta olímpica que poderia acontecer junto à Chapecoense, o que infelizmente não existiu.

As homenagens ao técnico Caio Junior iniciaram assim que o corpo chegou à Igreja dos Passarinhos, pela manhã, onde aconteceu uma missa aberta à população. A torcida do Paraná Clube, time em que o técnico se tornou ídolo, compareceu ao local em peso, cantando e soltando sinalizadores de fumaça colorida.

Personalidades e amigos do mundo da bola, como Ricardinho, os técnicos Cuca e Paulo Autori, Alex e o atacante corinthiano Jô, estiveram presentes na homenagem. “A imagem que fica é de um cara simples, de um sorriso franco e de ideias bem simples, que trilhava um caminho espetacular como treinador”, desabafou o ídolo do Coritiba, Alex.

Visivelmente emocionado, o técnico atleticano Paulo Autuori falou sobre a dor neste momento. “Só se pensa em vitória, em título, e se esquece de que somos seres humanos, temos sentimentos. O Caio nunca se deixou ‘embrutecer’”.

Herói. É assim que os torcedores do Tricolor irão se lembrar do técnico que levou o clube a Libertadores em 2006, em meio a aplausos e cantos que homenagearam Caio. Paulo Pelanda representou a torcida ao entregar à família do treinador uma placa de agradecimento por todas as alegrias concedidas ao clube em tantos anos. “Ele viveu como um herói e nos deixou como uma lenda”.

Colaboração Louise Fiala e Robson De Lazzari/Rede Massa