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Atlético-MG comemora 111 anos em paz com o Mineirão e a torcida

Fundado em 25 de março de 1908, o Atlético Mineiro celebra nesta segunda-feira o aniversário de 111 anos de fundação em um momento de paz com o seu torcedor e de retorno ao Mineirão. Foi, afinal, no principal estádio de Belo Horizonte que o time celebrou a data, ainda que com um dia de antecedência, com a vitória por 3 a 1 sobre o Tupynambás, domingo, pelas quartas de final do Campeonato Mineiro.

"Parabéns! Sinto-me orgulhoso de poder vestir essas cores, defender essa camisa, um clube de tanta tradição e conquistas importantes. Fico super feliz por fazer parte dessa historia. Espero escrever novos capítulos de vitórias e dar alegria ao torcedor porque a torcida do Atlético é realmente a mais apaixonada do Brasil e é uma torcida diferenciada", afirmou o goleiro Victor, maior ídolo da história recente do clube.

Em péssimo momento na Copa Libertadores, com duas derrotas nos jogos disputados na fase de grupos, o Atlético começou a recuperar a confiança do seu torcedor ao obter triunfos que o garantiram nas semifinais do Estadual em um cenário de festa no Mineirão.

Em uma tarde de domingo em que o Mineirão também recebeu shows de artistas como Dudu Nobre e o rapper Djonga, 46.924 torcedores acompanharam o triunfo sobre o Tupynambás, no maior público registrado no estádio em 2019. Foi o terceiro jogo consecutivo do time como mandante no estádio, o segundo com triunfo e o terceiro grande público, pois, uma semana antes, 43.137 pessoas haviam acompanhado os 3 a 2 sobre o América, um resultado que assegurou ao Atlético a liderança da fase de classificação. Já em 6 de março, 38.776 espectadores pagaram para ver a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, na volta ao time ao Mineirão.

A vitória de domingo, então, assegurou ao Atlético mais uma meta alcançada no Campeonato Mineiro, a de atingir as semifinais, fase em que o seu adversário será o Boa ou a Caldense, que enfrentará o América nesta segunda-feira, no confronto que fechará as quartas de final do Estadual.

As tardes de domingo com o Mineirão cheio representam ao Atlético e ao seu torcedor a volta de uma rotina que parecia destinada a ser apenas uma memória. Afinal, desde o fechamento do estádio em 2010 para reformas visando a Copa do Mundo de 2014, o Mineirão deixou de ser a casa prioritária do clube, algo que era impensável desde a sua inauguração, em 1965.

Depois disso, o Atlético adotou provisoriamente a Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, como local dos seus jogos como mandante. E no retorno do futebol a Belo Horizonte, optou pelo Independência como sua nova casa, chegando a construir uma mística de time praticamente imbatível no estádio localizado no bairro do Horto, especialmente com a equipe liderada por Ronaldinho Gaúcho.

Nem assim, porém, o Atlético se afastou completamente do Mineirão, tanto que lá faturou o título da Copa Libertadores de 2013, considerado a maior conquista da sua história, e também a Copa do Brasil de 2014. Mas o fato é que até decidir transferir os jogos da fase de grupos da Libertadores desta temporada para o estádio, não atuava por lá como mandante desde agosto de 2017.

O retorno ao Mineirão também se deu em um momento de impasse envolvendo a construção do seu estádio no bairro Califórnia. O clube já possui os recursos para realizar a obra, em parceria com a construtora MRV e o BMG, além dos valores advindos da venda da metade do shopping center Diamond Mall. Porém, ainda aguarda a obtenção de avais ambientais, estaduais e municipais para iniciar a construção do estádio.

Enquanto isso, o Atlético passa a usar o Mineirão como palco dos seus principais jogos. E também busca se ajustar dentro de campo. Atendendo o clamor da torcida, o Levir fez duas mudanças na escalação muito cobradas pelos torcedores após as derrotas na Libertadores, tirando o lateral-direito Patric e o meio-campista Elias da formação titular.

A confirmação de que as alterações surtiram, de fato, efeito no desempenho do time só se dará no começo de abril, quando o time voltará a jogar pela Libertadores, em compromissos marcados para semanas seguidas, contra Zamora, no dia 3, no Mineirão, e Cerro Porteño, no dia 10, no Paraguai.

Enquanto isso, o time se concentra na disputa do Mineiro. São nove vitórias consecutivas no torneio estadual, algo que dá mais tranquilidade a Levir para seguir o seu trabalho. E motivos para o seu torcedor celebrar, especialmente nesta segunda-feira, quando festeja os 111 anos de fundação do clube.

"A paixão do torcedor atleticano é única e não tem, não dá para comparar. O Atlético enriquece muito a minha carreira profissional e sinto, agora de perto, vestindo essa camisa, como o torcedor atleticano é apaixonado pelo seu time. Então, é uma honra enorme poder estar fazendo parte dessa história gigantesca e, aos poucos, poder dar alegria ao torcedor", afirmou o centroavante Ricardo Oliveira.

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