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Avião fretado pela Chapecoense foi proibido pela ANAC de seguir para Medellín

(Foto: Reprodução / Twitter) - Entenda por que avião fretado pela Chapecoense foi proibido pela ANAC
(Foto: Reprodução / Twitter)

O acidente que provocou a morte de mais de 70 pessoas no avião que transportava a delegação de Chapecoense rumo a Medellín, nesta terça-feira, aconteceu após o clube ser obrigado a mudar o seu plano inicial de voo.

Pela programação traçada inicialmente, a Chapecoense tinha a intenção de levar a sua delegação em um voo fretado que partiria do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, e iria direto até Medellín. O avião locado pelo clube, da companhia LaMia, cuja matrícula foi registrada na Bolívia, porém, teve autorização para descer na cidade colombiana negada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

A ANAC divulgou uma nota para justificar a decisão e se solidarizou com os familiares das vítimas. "O pedido foi negado com base no Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer) e na Convenção de Chicago, que trata dos acordos de serviços aéreos entre os países. O acordo com a Bolívia, país originário da companhia aérea Lamia, não prevê operações como a solicitada. Complementando a negativa do pedido, a ANAC informou ao solicitante do voo que o transporte poderia ser realizado por empresa aérea brasileira e/ou colombiana, conforme a escolha do contratante do serviço, nos termos dos acordos internacionais em vigor."

A delegação da Chapecoense precisou seguir em um voo comercial rumo a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para em seguida embarcar no avião fretado pelo clube que acabou caindo perto do aeroporto de Medellín. Entre os passageiros estavam 22 jogadores do time catarinense, além de 21 jornalistas.

A aeronave utilizada pelo time catarinense é de fabricação da empresa britânica British Aerospace, modelo Bae 146, e estavam previstas neste voo as presenças do presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, do deputado estadual Gelson Merisio (PSD-SC), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, mas eles acabaram não embarcando após a determinação da ANAC e haviam decidido seguir para a Colômbia em um voo comercial.