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Conmebol confirma que clubes mexicanos não jogarão a Libertadores

A Conmebol anunciou nesta sexta-feira o que todos já esperavam: os clubes mexicanos a comunicaram que não vão disputar a Copa Libertadores do ano que vem. O título do comunicado publicado no site da Confederação Sul-Americana de Futebol, entretanto, deixa claro: "As portas da Libertadores seguirão abertas aos mexicanos".

Enrique Bonilla, presidente da Liga MX, que organiza o Campeonato Mexicano, foi quem informou à Conmebol da decisão que já era dada como certa desde terça-feira passada. Os mexicanos não estarão na Libertadores do ano que vem, primeira a começar em fevereiro e terminar só em novembro, ocupando quase todo o calendário anual.

"Nos últimos meses trabalhamos intensamente com nossos colegas mexicanos e fizemos grandes esforços para atender suas inquietudes. Da parte da Conmebol, aceitamos as solicitações da Liga MX, entendendo que um ano de transição, como será de 2017, requer flexibilidade", disse Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

Ele reforçou que as portas da Libertadores seguem "abertas" para os mexicanos e que a Conmebol vai analisar uma proposta detalhada de como será o "ano sabático" sugerida por Bonilla. Os clubes do México reclamam a incompatibilidade de seu calendário, semelhante ao da Europa, e o da nova Libertadores.

De acordo com a Conmebol, Domínguez e Bonilla se encontraram em 20 de outubro em Luque (Paraguai), na sede da entidade sul-americana, quando o paraguaio apresentou uma proposta que atendia a todos os pedidos feitos pela Liga MX até então. "Lamentavelmente, ele anunciou hoje (sexta) que a Liga decidiu não participar da edição 2017 da Libertadores", conta.

A entidade ainda não anunciou como vai repartir as vagas que seriam dos mexicanos - uma na fase preliminar, duas na de grupos. A tendência é que Brasil e Argentina, que terão respectivamente sete e seis vagas cada um, não sejam contemplados.

O México disputava a Libertadores desde 1998, sem nunca ter conquistado o título. Cruz Azul (2001), Chivas (2010) e Tigres (2015) chegaram à final da competição, que, por regra, não podia ter seu jogo de volta no México. Da mesma forma, os times do país não podem representar a América do Sul no Mundial de Clubes da Fifa - já era assim também no antigo formato da competição.