Corinthians supera clima hostil no Peru e avança na Sul-Americana

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em um jogo marcado por uma confusão generalizada minutos antes de o apito final, o Corinthians voltou a vencer o Universitario, do Peru, nesta terça-feira (18), por 2 a 1, e avançou para as oitavas de final da Sul-Americana.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Depois de ganhar em casa por 1 a 0 na semana passada, o time alvinegro contou com gols de Maycon e Ryan para superar novamente os peruanos. Edison Flores anotou o único gol dos donos da casa.

Cerca de dois minutos antes do fim dos acréscimos determinados pelo árbitro colombiano Wilmar Roldán, jogadores dos dois times tiveram um desentendimento, que acabou virando uma briga geral em campo. A polícia precisou entrar no gramado para separar os dois lados.

Não foi possível identificar o motivo da briga, mas ela ocorreu logo após o segundo gol dos corintianos, já aos 47 minutos do segundo tempo.

Roldán ainda resolveu retomar o duelo, mas expulsou cinco jogadores, dois do time alvinegro Ryan e Matheus Araújo, além de Di Benedetto, Calcaterra e Guzmán, este último estava entre os reservas. Com o tempo de acréscimo dado pelo árbitro, o tempo transcorrido no segundo tempo foi de mais 112 minutos, já que o cronômetro oficial não parou durante a confusão.

Classificado, o time alvinegro vai enfrentar agora o Newell’s Old Boys, da Argentina, nas oitavas de final da segunda competição mais importante do continente.

Mesmo antes do confronto em Lima, no Peru, o clima tenso. Horas antes de a bola rolar, a diretoria do time brasileiro foi alertada de que havia um risco de que o ônibus contratado para levar a delegação do hotel ao estádio fosse alvo de apedrejamento.

O cenário foi apresentado ao clube pelas próprias autoridades peruanas. Foi sugerido à diretoria alvinegra, inclusive, que o deslocamento fosse feito em um ônibus da polícia para garantir a segurança. A alternativa foi rechaçada pelo Corinthians.

Na avaliação dos cartolas, se tivesse de aceitar tal proteção, era um sinal claro de que as autoridades não poderiam garantir a mínima segurança para a realização da partida. O clube acabou mantendo o que havia planejamento e se deslocou com um ônibus fretado.

De acordo com o site Meu Timão, a chegada ao local não teve nenhum incidente registrado.

Durante a semana, o presidente corintiano, Duilio Monteiro Alves, enviou à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) um ofício manifestando preocupação com a segurança dos atletas, funcionários e também da torcida alvinegra.

O temor era de que os brasileiros fossem alvos de retaliações após a prisão de Sebastian Avellino Vargas, 43, preparador físico do Universitario, acusado de racismo durante a primeiro partida entre as equipes, em Itaquera, na terça-feira (11).

O profissional uruguaio foi preso em flagrante ainda nas dependências da Neo Química Arena. Depois, no dia seguinte, ele passou por uma audiência de custódia, quando a prisão em flagrante acabou convertida em preventiva, portanto, sem tempo determinado, até o término do processo de investigação.

A prisão dele causou revolta no clube peruano, que classificou o episódio como “humilhante e ultrajante”.
Vídeos que circulam nas redes sociais, no entanto, mostram o preparador físico posicionando-se perante a torcida corintiana e, aparentemente, imitando um macaco. “Gestos claros e inequívocos do animal para os torcedores brasileiros”, cita o texto da decisão da 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo que determinou a prisão preventiva.

Mesmo diante dos indícios, o Universitario voltou a se manifestar contra a prisão de Avellino e, na última sexta-feira (14), antes de um partida contra o Unión Comercio pelo campeonato local, o elenco da equipe peruana exibiu uma faixa com a frase: “Estamos contigo, Sebastián A.”

Antes de a bola rolar nesta terça, no entanto, o clube divulgou um comunicado lembrando aos torcedores sobre punições em caso de algumas atitudes durante a partida, como atirar objetos ou invadir o campo, e dizer palavras inapropriadas.

Além da questão de segurança, o técnico corintiano Vanderlei Luxemburgo também estava preocupado com uma questão de saúde pública devido a um surto incomum de casos da síndrome de Guillain-Barré, classificada como uma doença autoimune, na qual o próprio sistema imunológico passa a atacar certas partes do corpo de um indivíduo.

UNIVERSITARIO
Diego Romero; Corzo (Ancajima), Riveros e Di Benedetto; Polo (Succar), Ureña, Pérez Guedes (Calcaterra), Quispe e Cabanillas; Urruti (Flores) e Herrera (Rivera). T.: Jorge Fossati

CORINTHIANS
Carlos Miguel; Bruno Méndez, Caetano e Murillo; Rafael Ramos (Léo Maná), Giuliano (Ryan), Ruan Oliveira (Matheus Araújo), Adson (Maycon) e Matheus Bidu; Róger Guedes e Felipe Augusto (Biro). T.: Vanderlei Luxemburgo

Local: Estádio Monumental de Lima, no Peru
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Alexander Guzmán (COL) e Wilmar Navarro (COL)
VAR: Ángelo Hermosilla (CHI)
Cartões amarelos: Corzo (UNI); Ruan Oliveira, Caetano, Murillo, Ryan, Bruno Méndez (COR)
Cartões vermelhos: Calcaterra, Di Benedetto, Guzmán (UNI); Ryan, Matheus Araújo (COR)
Gols: Maycon (COR), aos 24 min do 2° tempo; Flores (UNI), aos 31 min do 2° tempo; Ryan (COR), aos 47 min do 2° tempo

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