Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

'É o momento certo de voltar à seleção', diz Douglas Costa após superar lesões

Douglas Costa foi dos poucos jogadores da última era Dunga que conquistaram o carinho da torcida brasileira. Também era um dos três atletas com idades acima de 23 anos escolhidos para disputar a Olimpíada do Rio. Mas uma sequência de lesões o tirou dos Jogos e, depois, das primeiras partidas na seleção sob o comando de Tite.

Finalmente recuperado, ele foi convocado para as partidas contra Argentina e Peru pelas Eliminatórias e demonstra confiança para a retomada. Nesta entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, o jogador do Bayern de Munique diz não ter preferência por posição e que espera "por coisas boas" no trabalho com Tite. "Acho que coisas novas estão vindo. Novidades boas me trazem alegria e confiança."

Como você encarou as lesões que, inclusive, lhe deixaram de fora da Olimpíada?



Foi bem difícil. Nunca fui de ter muita lesão e ao mesmo tempo nunca tive uma quantidade de jogos como tive no ano passado. Mas, depois do tempo de recuperação, conhecendo mais as taças, Bundesliga, os campeonatos que a gente vem disputando, consegui conciliar a recuperação com treinos e jogos importantes. Acho que agora é o momento certo para voltar à seleção.

Jogar pela seleção é diferente?

É sim. Desde pequeno a gente sonha vestir a camisa da seleção brasileira e acho que estar nesse nível, de (fazer) 20 jogos pela seleção, é importante para mim. É o que sempre sonhei.

Você defendeu a seleção em um momento conturbado e agora volta com o Brasil em alta. Isso influencia?

Para mim não influencia tanto, porque os esquemas eram sempre parecidos. Mas é claro que fazer parte do time num bom momento é bem melhor do que quando está mais conturbado. Facilita mais as coisas, e quero aproveitar isso.

Como viu a saída do Dunga?

Ele foi o cara que me lançou na seleção, mas o futebol tem disso. O Pep (Guardiola) também me lançou no Bayern e agora veio o (Carlo) Ancelotti. São trocas que o futebol precisa, que acontecem. Se não, seria um futebol chato.

Qual a expectativa de trabalhar sob o comando do Tite?

Nunca trabalhei com ele. Acho que coisas novas estão vindo e vai ser legal. Novidades boas sempre me trazem alegria e confiança.

Tem preferência por posição?

Não. No Bayern eu nunca escolhi e na seleção também não escolho. Procuro espaço e, se estiver ao meu alcance, o treinador pode me colocar na posição que quiser. Claro que não tem como jogar de zagueiro, mas para tudo que for viável para mim, estou à disposição.

O próximo jogo do Brasil será diante da Argentina, que passa por um momento instável. Como prevê a partida?

É um clássico, independentemente do momento da Argentina. Vai ser um jogo difícil pra caramba, mas a seleção tem capacidade de sair vitoriosa.

Há um jeito de parar Messi?

Há, sim: jogando bola, como a gente vem jogando. Se a gente estiver com a bola, ele não vai participar. É assim que a gente joga no Bayern, e acho que assim será com o Tite. Ele é um cara que sabe muitas coisas e sabe o que precisar fazer.

O jogo será no Mineirão, local do maior fiasco da história da seleção. Isso pesa?



Não. É uma seleção diferente, com muitos jogadores que não estiveram lá. Todos, como brasileiros, sofreram muito, mas é um time diferente e o momento é outro. A torcida pode chegar, sentar e torcer pelo Brasil. Até porque é uma oportunidade incrível, começo da era do Tite e não vai parar por aqui.

O Peru é antepenúltimo e está praticamente fora da briga por classificação. Isso ajuda para a partida em Lima?

Não muda nada. Será um jogo de vida ou morte pra eles, e vai ser tão difícil quanto contra a Argentina. Quando se trata de seleção sempre é difícil.

Você teve como treinador o Pep Guardiola e agora é treinado por Carlo Ancelotti. Como é trabalhar com eles?

São caras fantásticos, inteligentes, que realmente ajudam os jogadores a encontrarem os melhores espaços no campo. Com o Ancelotti, acho que o grupo inteiro tem um pouco mais de diálogo, mas o Pep também conseguiu dialogar com a gente e colocar o que ele realmente queria.