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Ex-zagueiro viril, técnico do Palmeiras virou defensor de futebol vistoso

 De zagueiro viril e até botinudo para um treinador que pratica um futebol vistoso. É assim que o técnico Eduardo Baptista, 46, confirmado nesta sexta-feira (16) como substituto de Cuca no Palmeiras, é visto pelos jogadores com que trabalhou nos últimos anos.

Antes de comandar a Ponte Preta, clube que deixou no último dia 2, o treinador exerceu a função também no Sport, onde começou a carreira em 2014, e no Fluminense.

A primeira experiência de Eduardo Baptista no futebol, porém, foi como jogador. E não durou muito tempo. O então zagueiro encerrou a carreira ainda na categoria sub-20 a pedido do seu pai, o também treinador Nelsinho Baptista, que atualmente dirigente o Vissel Kobe, do Japão.

Com naturalidade, Eduardo conta que seu pai pediu para penduras as chuteiras ainda no sub-20 do Juventus após ser expulso em duas partidas. Com o apoio de Nelsinho, resolveu estudar e se tornou mestre em Educação Física e ainda fez especialização em Fisiologia aplicada ao exercício e um novo mestrado em Ciência do Desporto.

Como preparador físico, trabalhou com o pai e participou da conquista da Copa do Brasil de 2008 com o Sport. Ele teve a primeira oportunidade como treinador seis anos depois na própria equipe pernambucana. Assumiu o cargo como interino. Depois, acabou sendo efetivado.

Ficou no clube até meados de setembro de 2014, quando recebeu um convite do Fluminense e aceitou -ficou menos de cinco meses. Em abril, assumiu a Ponte Preta e levou o time até a 11ª colocação no Campeonato Brasileiro.

"É um treinador da nova geração, que gosta de estudar. Ele não costuma dar treinos longos, mas sim intensos, o que é feito hoje no futebol", disse o atacante Roger, que trabalhou com o treinador este ano na Ponte Preta -se transferiu para o Botafogo.

"Ele é um cara que estuda demais e conhece muito bem os adversários. Explica para a gente onde vamos encontrar espaços no time rival para vencer os jogos. As estratégias realmente funcionam ", acrescentou.

Daniel Barioni, ex-volante do Sport e agora técnico interino do clube, também ressalta as qualidades do novo treinador do Palmeiras. Ele foi auxiliar de Eduardo Baptista na equipe pernambucana.

"Ele não tem um esquema preferido. Ele preza muita pela organização, pela distribuição do time em campo. Gosta de ter um time compacto e que jogue bola".

Em três temporadas como técnico, Eduardo Baptista foi campeão do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, ambas em 2014.

Em Campeonato Brasileiro, o treinador tem um desempenho curioso. Em 113 jogos, obteve mais derrotas do que vitórias. São 41 resultados negativos, 40 triunfos e 32 empates.

Se repetir no Palmeiras o esquema tático que deu certo na Ponte Preta nesta temporada, Eduardo Baptista deve optar pelo 4-1-4-1. Na equipe de Campinas, ele escalava um volante que tinha boa qualidade no passe para sair jogando, dois jogadores velozes pela beirada e outros dois atletas com qualidade no passe por dentro. No setor ofensivo, Roger era a principal opção.