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MPF participa de reunião com Bolívia e Colômbia sobre acidente com voo da Chapecoenses

(Foto: MPF) - Brasil, Bolívia e Colômbia investigam acidente da Chapecoense
(Foto: MPF)

Os Ministérios Públicos Federais de Brasil, Colômbia e Bolívia se reuniram para tratar das investigações do acidente com o voo da empresa aérea LaMia que transportava a delegação da Chapecoense de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, para Medellín, na Colômbia.

Conforme o MPF, existem investigações formais instauradas na Bolívia e na Colômbia e, por sugestão do Ministério Público Federal brasileiro, os três países devem trabalhar em conjunto para trocar informações e acelerar os trabalhos.

O procurador regional da República Wellington Saraiva, avaliou como extremamente produtiva, para acelerar as investigações e aumentar a cooperação internacional entre os países. "O Ministério Público Federal deseja colaborar com os MPs da Bolívia e da Colômbia e colher informações que possam proteger os direitos das vítimas e de suas famílias", disse.

A Bolívia informou que foi instaurada investigação formal por homicídio culposo. Houve apreensão de grande quantidade de documentos na sede da empresa LaMia e a prisão temporária de três pessoas ligadas à empresa. A investigação está a cargo de seis procuradores.

Será investigada a responsabilidade de servidores da Direção Geral da Aeronáutica Civil (DGAC) e da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares à Navegação Aérea (AASANA) da Bolívia, para averiguar possíveis atos de corrupção em autorizações de voo da LaMia. Há indícios de que, em diversas viagens a empresa teria voado no limite da autonomia da aeronave, a fim de economizar custos.

O MP da Colômbia também instaurou investigação criminal por homicídio culposo. Nela estão as necropsias das vítimas, informações dos primeiros respondentes do acidente e documentos médicos dos demais.

A proposta do MPF é formar uma equipe conjunta de investigação, instrumento previsto em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Por meio dela, pode haver interação direta entre as autoridades dos países para, dentre outras medidas, o intercâmbio de documentos, realização de perícias e coleta de prova testemunhal.

Colaboração MPF