Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Na última rodada, Cuca vai usar camisa em homenagem a Caio Júnior

(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras) - Na última rodada, Cuca vai usar camisa em homenagem a Caio Júnior
(Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)

GUILHERME SETO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Técnico do Palmeiras até este domingo (11), quando comandará o time contra o Vitória pela última vez antes de período que passará afastado do futebol para ficar próximo da família, Cuca ficou particularmente abalado com o acidente aéreo que vitimou 71 pessoas em Medellín, entre elas quase todos os jogadores da Chapecoense. Dois dias antes, o time de Cuca havia vencido a equipe catarinense no Allianz Parque e se consagrado campeã do Brasileiro.

"Eu estava em casa vindo do jantar de comemoração do título, cheguei à uma da manhã em casa, e pouco depois fiquei sabendo do acidente. Fiquei o dia inteiro trancado no quarto, vendo televisão e a maior parte do tempo chorando. É um baque muito grande", diz o técnico à reportagem.

"Me lembro do Alan Ruschel me pedindo água no jogo, estava muito calor. Me lembro de entrar no campo depois do jogo e abraçar o Sérgio Manoel, o Kempes, o Gimenez. E pouco tempo depois esse pessoal estava morto. Você não consegue entender as coisas, não consegue associar o pensamento com o sentimento. É a pior coisa do mundo".

"Peguei na barba do Caio Júnior e puxei", completa, comovido com a lembrança do amigo.

Conterrâneo de Caio, o paranaense fará uma homenagem a ele neste domingo: ele e outros membros da comissão técnica vestirão por baixo dos uniformes uma camiseta com o rosto do treinador. Em cada uma delas estará o nome de um familiar de Caio.

Na camiseta de Cuca estará o nome de dona Geni, mãe de Caio, que receberá a roupa de presente após o jogo. Os assistentes do técnico do Palmeiras vestirão camisetas com os nomes dos filhos de Caio, Matheus e Gabriel.

"Fui na missa do Caio, no cerimonial, fiquei com a mãe dele, com a mulher, com os filhos. É muito doído. A Chapecoense vai se levantar já. É uma instituição sólida, teve um aumento grande no número de sócios. Mas o que importa é o ser humano. A Chape não existe sem Caio, Kempes, Thiego, Gimenez... Como não existe Palmeiras sem jogadores, torcida e demais pessoas".

"A gente tem que cuidar das famílias das pessoas para que tenham uma dor um pouco menor", conclui Cuca.