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Porta-voz confirma que avião que levava a Chapecoense trabalhava no limite da capacidade de combustível

(Foto: Reprodução) - Avião da Chapecoense trabalhava no limite de combustível
(Foto: Reprodução)

O porta-voz da LaMia, empresa proprietária do avião que se acidentou na Colômbia e que transportava a delegação da Chapecoense, confirmou que a aeronave trabalhava no limite da capacidade de combustível. De acordo com Mario Pacheco, o avião tinha dispositivos para ampliar autonomia, dependendo do plano de voo.

Ele ainda salientou que apenas as investigações vão mostrar as causas do acidente. No entanto, afastou a possibilidade de falha humana no caso. As caixas-pretas foram localizadas nesta terça-feira (29), durante a retirada dos corpos da área onde o avião caiu, e serão analisadas pelas autoridades locais.

Atualização

O porta-voz ressaltou ainda que a companhia tem experiência em transportar times de futebol. "Já voamos com as seleções da Venezuela e da Argentina. Também o Atlético Nacional, o Junior Barranquilla", contou Pacheco. A seleção argentina foi transportada pela LaMia durante a última rodada das Eliminatórias, quando inclusive jogou com o Brasil, em Belo Horizonte. 

Ainda há especulações da imprensa colombiana de que o avião teria ficado sem combustível e, por isso, acabou caindo nas proximidades do aeroporto. Porém, o representante negou e afirmou que "isso depende de como a aeronave opera o voo. A parte técnica vai determinar em que nível o voo estava e como podia melhorar a autonomia. O avião tinha combustível, mas não sei quanto. Não tenho informação técnica”.

Outra questão é em relação a documentação da companhia. Pacheco explicou que a mesma tem toda a documentação necessária para operar voos fretados e que não há risco de erro do piloto. "Falha humana não há. No momento em que realizarem as investigações periciais das gravações das caixas-pretas do avião, vão poder determinar quais foram as causas", explicou. O avião era pilotado pelo dono da companhia, Miguel Quiroga.

Segundo o representante, o proprietário era experiente e pilotava uma aeronave fabricada em 1999. A LaMia tem uma frota de três aviões e já tinha feito um outro voo da Chapecoense anteriormente, fora o transporte de equipes e seleções da América do Sul.

Por fim, Pacheco prometeu que a companhia vai se dispor a ajudar as famílias das vítimas. "A empresa ativou o centro de emergência e a polícia de seguros. Vai cobrir todos os gastos dos feridos que sejam necessários", afirmou.