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Velório das vítimas na Arena Condá, em Chapecó

Velório das vítimas na Arena Condá

Os corpos das vítimas do acidente aéreo com a delegação da Chapecoense estão na Arena Condá, em Chapecó, para o velório coletivo com a presença de familiares e torcedores. O prefeito Luciano Buligon foi saudado quando entrou no gramado do estádio. As pessoas que estão nas arquibancadas cantaram os gritos utilizados nas partidas da Chapecoense para saudar as vítimas e dar início à homenagem. Também foi ouvida a frase "o campeão voltou".

Os corpos das vítimas chegaram por volta das 10h no aeroporto de Chapecó em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Os caixões foram transportados por membros das Forças Armadas. Foi realizado um cortejo fúnebre entre o aeroporto e a Arena Condá.

Cada um deles está sendo colocado em um espaço reservado no gramado, onde foram montadas tendas. Familiares têm um período para os seus rituais antes do início da cerimônia programada para o velório coletivo.

Em várias partes do estádio que recebe o funeral coletivo vê-se faixas em agradecimento ao povo da Colômbia, país onde ocorreu o acidente e que prestou o atendimento e o resgate das vítimas. Na última quarta-feira (30), uma cerimônia muito emocionante em homenagem às vítimas foi realizada no estádio de Medellín, exatamente no horário em que seria disputada a final da Copa Sul-Americana.

Alguns torcedores levaram à Arena Condá, inclusive, a bandeira colombiana. "Colombia, gracias por todo", é o que diz uma das faixas. Outra, em inglês, diz "A todo mundo, o que nos resta é agradecer".

"O carinho que eles [colombianos] tiveram com todo o povo chapecoense, com todos os brasileiros, foi muito comovente. Por mais que a gente queira demonstrar o quanto estamos gratos, não há palavras para dizer o quanto estamos honrados por tê-los como irmãos, vizinhos. Eu acho que Deus colocou uma nação muito nobre, muito educada e cheia de princípios para ensinar para todo mundo a fraternidade e a solidariedades. Esses professores são os colombianos", disse Gustavo Braun, corretor de seguros que levava uma das faixas.

Atualização

Cada família começa a velar os corpos nas tendas montadas na Arena Condá. Chove muito em Chapecó e o estádio segue com muitos torcedores para prestar suas homenagens às vítimas. Todos os caixões de jogadores, dirigentes e integrantes da comissão técnica da Chapecoense estavam no estádio às 13h25. A torcida fez uma salva de palmas.

A Chapecoense deu início à cerimônia com a execução dos hinos brasileiro e do clube. O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, vestiu uma camisa do Atlético Nacional de Medellín ao fazer discurso durante o velório coletivo. Ele começou sua fala dizendo que "Deus também tem o direito de chorar, por isso chove tanto na Arena Condá".

O presidente Michel Temer, anunciado na fala do prefeito, não foi aplaudido nem vaiado. A menção ao embaixador da Colômbia, por sua vez, foi ovacionada.

Ivan Tozzo, presidente em exercício da Chapecoense após a morte do titular no acidente aéreo de terça (29), também agradeceu ao povo colombiano e manifestou esperança quanto ao futuro do time. "O sonho é uma arte involuntária. Ele renascerá em cada torcedor e cada criança que vê na Chape um caminho que vale a pena seguir".

Presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho, discursa na Arena Condá. Ele deveria ter embarcado no avião que se acidentou, mas permaneceu em São Paulo, assim como o prefeito da cidade.

Uma comitiva da Fifa e o técnico da Seleção Brasileira, Tite, além de Temer, acompanham o velório coletivo na Arena Condá. Jogadores das categorias de base da Chapecoense carregaram bandeiras do Brasil, Colômbia, Santa Catarina e Chapecó durante a cerimônia. Foram lembrados os nomes de todas as vítimas. Para cada uma delas, um balão branco foi solto para o céu. 

Camisas da Chapecoense com os nomes das vítimas do acidente foram entregues para cada família que vela os corpos no estádio. A entrega foi realizada pelos funcionários do clube, que também deixaram bandeiras e flores aos parentes. 

O bisco da Arquidiocese de Chapecó, Odenir José Magri, leu uma mensagem enviada pelo Papa Francisco. O texto é o seguinte: "Consternado pela trágica notícia do acidente aéreo na Colômbia, que causou numerosas vítimas do Brasil, o Papa Francisco pede que seja transmitida suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo que encomenda Deus, pai da misericórdia, o Santo Padre pede ao céu conforto e restabelecimento pelos sobreviventes, coragem e a consolação da esperança cristã a todos os atingidos pela tragédia. E envia a todos que estão em sofrimento uma propiciadora bênção apostólica". Cid Moreira fez a leitura da Carta de Paulo durante a cerimônia.

Dirigentes da Chapecoense entregam uma placa de agradecimento ao Atlético Nacional. O embaixador da Colômbia Alejandro Borda, presente na cerimônia, vai levar a placa para o país vizinho. Também foram cumpridas as honras militares no gramado da Arena Condá em homenagem às vítimas.

Foram apresentadas mensagens em vídeos de alguns jogadores, como Neymar, e o público ficou bastante emocionado com as homenagens. Familiares percorreram o gramado da Arena Condá com imagens das vítimas do acidente.

Após o encerramento da cerimônia, parte dos corpos ficará em Chapecó para sepultamentos. Outros caixões serão levados para outras cidades brasileiras, onde também serão realizados velórios e outros tipos de homenagem, além de enterros e cremações.

Colaboração Agência Brasil e Agência Folhapress