Grupo de corrida treina para alcançar o Pico Paraná

“Todo mundo deveria presenciar o nascer do sol em uma montanha”, afirma a servidora Gisele Jarek Tulio, enfermeira de carreira da Prefeitura de Curitiba. Ela integra um grupo de nove atletas que se conheceu trabalhando na Secretaria Municipal da Saúde e treina corrida há cinco anos.

As corredoras se reúnem ao menos duas vezes na semana. O grupo quer cumprir uma meta audaciosa traçada em 2020: subir a trilha do Pico Paraná, a montanha mais alta do Estado, até maio de 2023.

As esportistas já disputaram meias-maratonas (21 km) e corridas de rua e com o tempo passaram a buscar algo mais desafiador. Descobriram o trail running – as corridas em meio à natureza – em 2020, quando subiram o Morro do Cal, em Campo Largo, e se apaixonaram pelas paisagens.

Foi ali que surgiu o plano de subir as maiores montanhas do Paraná. Elas, então, mudaram o treinamento, e desde então já subiram dezenas de montanhas, como o Morro Pão de Ló, o Pico Itapiroca, o Pico Caratuva, e fizeram a travessia Torre Amarela-Vigia-Canal, um combo de três montanhas em um único dia.

O grupo

A equipe de corrida das servidoras da Saúde surgiu do encontro de duas delas. Gisele queria praticar um esporte para melhorar a qualidade de vida. Patrícia Issa Soares, médica e ex-colega de trabalho de Gisele, já era corredora. As duas começaram a correr juntas e outras servidoras foram se interessando pela modalidade. Assim começou o grupo, em 2017.

Hoje elas são nove integrantes – nutricionistas, enfermeiras, técnicas de enfermagem, médicas e farmacêuticas da Prefeitura. Além de Gisele e Patrícia, integram o grupo Juliana Ceronato, Elayne Busmayer, Carolina Poluceno, Daniele Maia, Karyne Gonzalez Gomes, Silvana França e Denise Zanata (ex-servidora).

Mais que um grupo de corrida

Quando começaram a correr, todas trabalhavam na Unidade de Saúde Pinheiros, em Santa Felicidade. Atualmente, cada uma das nove integrantes está em um canto de Curitiba. Há três meses, Gisele está no Distrito Sanitário Matriz e explica que, mesmo distante das ex-colegas de trabalho, elas continuam unidas.

“A corrida nos uniu, nos encontramos ao menos uma vez ao mês, sem ser nos treinos, para jogar conversa fora e fazer algo juntas. Essa relação de amizade é tão importante quanto a atividade física, hoje somos muito mais do que um grupo de corrida”, relatou Gisele.

Patrícia concorda. Hoje ela é médica da família na Unidade de Saúde São José, na CIC, mas não perdeu a conexão com as amigas. “Não somos um grupo, somos uma família”, completa.

Em 2022, o grupo completou cinco anos de existência. Como comemoração, as integrantes se reuniram em uma viagem para o Jalapão, no Tocantins, e fizeram a trilha do parque.

O próximo destino já está na mente das servidoras: elas querem correr nas paisagens geladas da Patagônia, na Argentina, e depois pensam em ir para o Havaí, nos Estados Unidos.

Todos podem tentar

Patrícia deixa a dica: “Qualquer um pode fazer montanhismo e aposto que quem for a uma trilha não vai se arrepender.”

Ela destaca que há trilhas de diferentes níveis de dificuldade. Em alguns trajetos mais simples, o grupo leva os familiares e amigos. Quando subiram o Morro do Cal, contaram com a presença da secretária da Saúde de Curitiba, Beatriz Battistella Nadas.

Gisele reforça também que, além do contato com a natureza, a formação de novas amizades e as paisagens de tirar o fôlego, subir as montanhas é uma ótima atividade física e faz bem para a mente.