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Pesquisa de indicadores genéticos ajuda na performance de atletas paraolímpicos

(Foto: Divulgação/Universidade Positivo) - Pesquisa de indicadores genéticos ajuda na performance de paratletas
(Foto: Divulgação/Universidade Positivo)

Os atletas paraolímpicos que participaram da etapa Regional Rio-Sul do Circuito Brasil, entre os dias 12 e 14 de abril, em Curitiba, fizeram parte de uma pesquisa de levantamento genético. O estudo é realizado por alunos dos cursos de Odontologia e Educação Física da Universidade Positivo (UP), com parceira com o Comitê Paraolímpico Brasileiro. 

Durante o evento, foram recolhidas amostras dos atletas para identificar indicadores genéticos, de desempenho, qualidade de vida e saúde bucal, com o objetivo de melhorar o desempenho dos paratletas.

O coordenador do curso de Educação Física da UP, Zair Cândido de Oliveira Neto, detalhou o procedimento de coleta do material genético dos atletas. “A pesquisa não é invasiva, não vamos fazer coleta de sangue, ou nada que possa interferir no rendimento durante a competição. É apenas uma extração do DNA através da saliva, ou seja, o atleta só vai cuspir num copinho. Com essa saliva conseguimos identificar muita coisa. Eles também vão preencher um questionário, o histórico de lesões, e algumas coisas relacionadas a odontologia também”, explicou.

A realização do estudo durante a competição paraolímpica foi definida por reunir uma grande quantidade de atletas: 612 competidores estiveram no local durante os três dias. De acordo com o coordenador, o trabalho de pesquisa é inédito a nível mundial.

Indicadores

A pesquisa não irá ajudar apenas na prevenção de lesões, mas também na recuperação, programação de treinos e intervalos. Serão avaliados o total de 15 genótipos para identificação das características de cada atleta. 

“Cada gene é responsável por produção de enzimas, proteínas, se ele faz um efeito x ou y no organismo de cada pessoa, então com base nisso vamos cruzando os dados, sabendo se ele tem tendência ou predisposição para um exercício de força, resistência, ou identificação com relação a musculatura, lesões, enfim, depende do genótipos e genes que estamos vendo.”, explica o coordenador.

A expectativa é o estudo seja concluído entre seis e oito meses. “Depois vamos passar as informações para os técnicos, para poder fazer as programações específicas para cada atleta”, conclui Zair.

Brasil nos Jogos Paraolímpicos

O Brasil cresce a cada Paraolimpíada. Na primeira participação do país, em 1972, na Alemanha, 20 atletas competiram, todos homens e voltaram sem nenhuma medalha. A primeira conquista foi em 1976, no Canadá, na bocha na grama. Já no Rio 2016, 285 competidores fizeram parte da delegação nacional.

Nos Jogos Paraolímpicos do Rio, em 2016, o Brasil ficou com a oitava posição com 72 medalhas no total (14 de ouro, 29 de prata e 29 de bronze).

Colaboração Patricia Zeni

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