Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Nadal x Federer na Austrália: A volta do protagonismo dos gênios

- Nadal x Federer na Austrália: A volta do protagonismo dos gênios

Longe do protagonismo que tiveram quando se revezavam na liderança do ranking mundial da ATP, Rafael Nadal, o 8.º lugar, e Roger Federer, apenas o 17.º, observaram Andy Murray, atual número 1, e Novak Djokovic, hexacampeão em Melbourne e hoje vice-líder do ranking, ficarem pelo caminho e decidem neste domingo (29), às 6h30, o Aberto da Austrália de 2017.

Será o nono encontro entre os dois tenistas em uma final de Grand Slam. A última vez foi há seis anos, em Roland Garros, quando o espanhol conquistou o título em Paris. No retrospecto em decisões de torneios desta envergadura, Nadal leva vantagem. O suíço só saiu vencedor em duas oportunidades, em 2006 e 2007, ambas na grama de Wimbledon.

“É especial jogar com Roger novamente em uma final de um Grand Slam. Eu não posso mentir. É ótimo. É emocionante para nós dois que ainda estejamos lutando por títulos importantes. Não pensamos que estaríamos aqui de novo. Estamos felizes”, afirmou Nadal, que enfrenta Federer pela segunda vez na final no Aberto da Austrália.

A primeira vez foi em 2009. À época, o espanhol foi campeão em uma verdadeira batalha, decidida apenas o quinto set. “Foi há muito tempo. É um jogo diferente e um momento diferente para nós dois. Acho que este jogo é completamente diferente dos que aconteceram antes”, avaliou Nadal.

Para o espanhol, o jogo será ainda mais importante pela ausência protagonismo nos últimos anos. “Nós não estivemos nesta situação há algum tempo, então isso torna o jogo especial. Eu realmente não penso sobre o que aconteceu no passado. Acho que quem joga melhor vai ser o vencedor.”

A decisão em Melbourne será o 35.º jogo entre eles na história, sendo o 12.º encontro em um torneio Grand Slam. O espanhol tem 23 vitórias e 11 derrotas diante do suíço, um aproveitamento de 68%. 

Nadal pode se aproximar de Federer no número de títulos em Grand Slam. O suíço, que é o recordista, tem 17 conquistas contra 14 do rival. A passagem à final rendeu ao espanhol o empate com Novak Djokovic na segunda colocação em número de finais, com 21. Mais uma vez, Federer é o primeiro da lista, com sua 28.º decisão.

Experiência

Outro dado interessante sobre o jogo de amanhã é que será a primeira final em Melbourne com dois jogadores acima dos 30 anos desde 1972. Naquela decisão, o australiano Ken Rosewall superou o compatriota Mal Anderson. Em Grand Slam, os últimos “trintões” que decidiram um título foram os americanos Pete Sampras (30) e Andre Agassi (31) no Aberto dos Estados Unidos, em 2002. Federer está com 35, enquanto Nadal vai completar 31 anos em junho deste ano. 

Para chegar à final na Austrália, Nadal sofreu ontem para superar o búlgaro Grigor Dimitrov por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 5/7, 7/6 (7/5), 6/7 (4/7) e 6/4, em uma partida de 4 horas e 56 minutos. “Demora um tempo para voltar ao nível que tinha. É incrível estar em uma final de Grand Slam novamente aqui na Austrália. Significa muito para mim. Sinto o amor que as pessoas têm por mim e eles me dão muita energia positiva.”

Federer se credenciou para brigar pela título na quinta-feira ao passar pelo seu compatriota Stan Wawrinka, também por 3 sets a 2, na outra semifinal. “Eu sei que vou ter uma chance de ganhar. Essa é uma ótima posição (na final) para se estar. Farei uma batalha épica com Rafa”, afirmou o suíço.