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Caramuru perde mais uma e termina primeiro turno sem vencer

(Foto: Divulgação) - Caramuru perde mais uma e termina primeiro turno sem vencer
(Foto: Divulgação)

Mesmo estando na frente em dois sets, mantendo um bom placar e jogando solto, o MV Selmer/Compagás/Castro, mais uma vez, não conseguiu segurar o adversário. O jogo deste domingo (18), contra o Montes Claros Vôlei, terminou com a derrota por 3 sets a zero, em parciais 26x28, 21x25 e 23x25. A novidade da partida foi o retorno do oposto Eric, que se recuperava de lesão no ombro e voltou às quadras, tendo participação decisiva no equilíbrio do grupo.

Para o técnico Fábio Sampaio, a equipe se mostra ansiosa demais em determinados momentos e com a ansiedade vem o erro. “Falta um pouco de tranquilidade ainda nos momentos decisivos. A fase não é boa, as coisas não vêm dando certo. Não por falta de trabalho porque esses meninos merecem, têm trabalhado bastante. Agora, é consertar. Tentar fazer o jogo contra o Sesi mais solto, sem responsabilidade, um bom segundo turno para manter viva a esperança de se manter na Superliga”, avaliava o treinador.

Sampaio lembrou que quase 100% dos atletas e da Comissão Técnica são iniciantes na Superliga e que sabia que iam pecar na ansiedade, na experiência, em momentos cruciais. “Não é surpresa o que está acontecendo. Ainda assim fica o gosto do ‘quero mais’, o desgosto de saber que podia mais, mesmo diante da grandeza das equipes da Superliga. Temos é que trabalhar firme para não perder o corpo que o time está adquirindo a cada jogo, que tudo vai dar certo já, já”, acrescentou, citando que gostou do desempenho do oposto Eric, cotado para retornar apenas contra o Sesi, em São Paulo. “Mas, como o Edy não fez uma boa partida, acabei adiantando a sua volta. É da minha confiança, mais maduro e uma peça experiente, que colaborou muito hoje. Precisa só pegar novamente ritmo de jogo”, comentou.

O oposto afirmou que não voltou 100%, que jogou com cautela para evitar o risco de agravar a lesão, mas que se sentiu bem. “Preciso trabalhar a parte física, a potência, para melhorar ainda mais o ataque”, destacou, confirmando que é mais calmo e por isso controla os ânimos em quadra.

Comando técnico

Fábio Sampaio garantiu que permanece à frente do comando do time, reconhecendo a dificuldade de ser gestor e técnico. “É muito provável que se eu não fosse o gestor da equipe não seria mais o técnico porque vir de dez rodadas em um projeto, que tem todo o suporte para dar certo, e não conseguir vencer por detalhes, e, todo o jogo o mesmo detalhe, e, pior, não achar solução, é muito difícil”, ressaltou. O treinador lembrou que os atletas dão conta, que já mostraram isso no jogo deste domingo e na Superliga B. “Talvez, um comando diferente pudesse acertar isso”, considerou. Os contatos, segundo Sampaio, estão sendo feitos, mas o valor pedido pelos técnicos está muito acima dos padrões financeiros da equipe. Além do que, o novo treinador, solicitaria contratação de jogadores e a dispensa de parte do elenco, citou. “Não tenho qualquer tipo de vaidade. Com qualquer técnico que viesse dirigir a equipe eu aprenderia muito, mas se isso estivesse dentro da realidade do clube e se o treinador viesse para vestir a camisa, ganhar um pouco menos, somar”.

Conforme Sampaio, os atletas estão fazendo a lição de casa, não seria justo cogitar dispensas. “Falta mais experiência. Não estão fazendo feio, envergonhando município ou o projeto, por isso é preciso ter tranquilidade nas decisões. É claro que, se não fosse o fator orçamento, teríamos outro técnico hoje em Castro, mas isso (valor pedido) está pesando muito. Não vou sacrificar ninguém nem nada por um outro nome e, sem falsa modéstia, não acho que eu seja peça predominante para as derrotas”, analisou.  De acordo com o treinador, é preciso refletir bastante. Hoje, o setor financeiro do projeto está ajustado, o time não tem dividas ou receios futuros. No entanto, a meta é permanecer na Superliga. “É muito difícil tomar uma atitude com relação a isso”.

O treinador falou da importância de se destacar os aspectos positivos desta primeira participação na competição nacional, recordando os bons jogos que a equipe tem feito. “A própria partida contra Montes Claros, um time consolidado, favorito para chegar entre os quatro primeiros, demonstra isso. É evidente que o esporte vive de vitórias, mas nosso projeto tem outro teor. Queremos dar passos curtos mas firmes e, mesmo nas derrotas, não fazemos o contrário disso, tanto que patrocinadores e a torcida tem nos apoiado e colaborado conosco. Eles percebem isso”.

Futuro

O MV Selmer/Compagás/Castro precisa beliscar pontos. Tem obrigação de ganhar de adversários diretos e ainda torcer para resultados. “Sabíamos que seria difícil, mas não vamos desanimar. Vamos motivar os atletas, que estavam acostumados com vitórias na Superliga B e isso fazia com que as coisas acontecessem mais facilmente, fazia bem e, agora, quando vieram as derrotas não entendem. Vamos nos dedicar só a vôlei e tentar reverter algumas situações”, adiantou.

O time viajaria nesta segunda-feira à noite para São Paulo; terça, à tarde, faz regenerativo, e, à noite, reconhecimento de quadra. Na quarta-feira, de manhã, ambientação com o ginásio e, às 19 horas, jogo contra o Sesi, segundo colocado na Superliga, com 23 pontos.

Colaboração Assessoria de Imprensa.