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Chuvas interrompem estiagem mais severa em 19 anos

- Chuvas interrompem estiagem mais severa em 19 anos

As chuvas de terça-feira (12/02) interromperam a colheita de soja, em pleno andamento na região da Cocamar, Norte e Noroeste do Estado, e também a estiagem e as altas temperaturas que já duravam várias semanas. Segundo previsões meteorológicas, deve chover volumes consistentes até quinta-feira (14/02), o que favorece o milho de inverno recém-semeado e também a lavoura que já se encontra em desenvolvimento.  

O cooperado Jorge Pedro Frare, de Doutor Camargo,a 30 quilômetros de Maringá, chama atenção para o fato da irregularidade climática na safra 2018/19 ser a mais severa desde 2000, ano em que ele começou a anotar os volumes de chuva que caem em sua propriedade.

Organizado e caprichoso, o produtor, que mora no local desde 1975, onde cultiva soja e milho, se baseia em um pluviômetro, um tipo de recipiente que, exposto ao tempo, no quintal de casa, serve para medir o acúmulo de água a cada dia. No dia 12 de fevereiro, faltando pouco para terminar sua colheita, ele recebeu a equipe do Rally Cocamar de Produtividade.

Os números de cada chuva o produtor de Doutor Camargo vai adicionando em um relatório manual que permite comparações entre anos e períodos. Segundo Frare, se no mês de janeiro do ano passado choveu 424 milímetros, em janeiro último o total foi de apenas 94 milímetros, praticamente uma quinta parte.

Para complicar, as precipitações em dezembro somaram só 36 milímetros, quase dez vezes menos que os 331 milímetros anotados em dezembro do ano anterior. “Nos dois meses mais críticos para a lavoura, em que a água não pode faltar, choveu só 130 milímetros”, pontua Frare. Ele acrescenta a essa situação mais de 10 dias sem chuvas neste mês de fevereiro, período seco que foi agravado ainda mais por temperaturas muito altas, que judiaram das plantas.

O resultado pode ser percebido na forte redução da produtividade: a expectativa de Frare é finalizar a colheita com a média de 100 sacas por alqueire (41,3 sacas/hectare), 35% a menos em comparação ao número médio obtido nas duas safras anteriores, de 156 sacas por alqueire (64,4/hectare). Muito pouco para quem investe em tecnologias para melhorar sempre o desempenho.

“Na região de Doutor Camargo a média deve ficar em 90 sacas por alqueire (37,1/hectare)”, assinala o engenheiro agrônomo Evandro Borghi, da Cocamar. De acordo com Borghi, mais de 80% das lavouras já foram colhidas.

Por outro lado, as chuvas que voltaram em bom volume no dia 12 (choveu 40 milímetros na propriedade de Frare) trouxeram alívio aos produtores que já fizeram a semeadura do milho de inverno. “Agora, com a umidade, a germinação deve ser boa”, completa o agrônomo da cooperativa.

Realizado pelo quarto ano consecutivo, o Rally Cocamar de Produtividade tem o objetivo de conhecer as boas práticas agrícolas que levam ao aumento da produtividade das lavouras. A realização é da cooperativa, com o patrocínio das empresas Ford Center, Basf e Spraytec, o patrocínio institucional das empresas Agrosafra, Estratégia Ambiental, Sancor Seguros, Sicredi, Texaco Lubrificantes e Cocamar TRR, com o apoio da Unicampo, Aprosoja-PR e Cesb.

Fonte: Imprensa Cocamar

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