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Embrapa leva para o ESALQSHOW tecnologias de 3 Unidades do estado de São Paulo

Créditos: Cristina Gonçalves Rodrigues - Embrapa leva para o ESALQSHOW tecnologias de 3 Unidades para SP
Créditos: Cristina Gonçalves Rodrigues

Tecnologias de diversas linhas de pesquisa, entre elas sustentabilidade do meio ambiente, tecnologias da informação e comunicação (TICs), nanotecnologia e agricultura de precisão, desenvolvidas por três unidades da Embrapa localizadas no estado de São Paulo serão apresentadas na 2ª. edição do ESALQSHOW. O Fórum de Inovação para o Agronegócio Sustentável ocorre entre 9 e 11 de outubro, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), em Piracicaba (SP).

Além de soluções tecnológicas, a Embrapa participará de debates no evento, que reúne entidades de ensino e pesquisa, estudantes, lideranças do setor do agronegócio, executivos de empresas, investidores e aceleradoras, que possam apoiar o desenvolvimento de startups no setor agropecuário. O fórum tem a proposta inovadora de conectar a academia com o setor produtivo.

O diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, integra o “Encontro de Lideranças em Agricultura”, que vai discutir o tema central do ESALQSHOW “O futuro da agricultura tropical para a sociedade”. O debate será no dia 9, às 14 horas, no Salão Nobre, Edifício Central.


Tecnologias visam à sustentabilidade do meio ambiente

Uma tecnologia inovadora que será demonstrada pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) é a RenovaCalc – ferramenta base para a determinação da Intensidade de Carbono de Biocombustíveis utilizando a metodologia de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) para a contabilidade da intensidade de carbono de biocombustíveis, com ênfase na categoria de impacto de Mudanças Climáticas, aplicável ao etanol, biodiesel, bioquerosene e biometano.

A calculadora mensura as emissões de Gases de Efeito Estufa do ciclo de vida dos biocombustíveis, gerando um índice de desempenho em g CO2eq/MJ de biocombustível. Logo, aqueles que apresentarem processos produtivos com menos emissão de carbono terão acesso a maior volume de créditos de descarbonização, os CBIOs. A ACV tem sido utilizada por organizações para avaliarem a performance de seus produtos e o atendimento à atual demanda do mercado em termos de sustentabilidade, orientando os gestores nas tomadas de decisão.

Desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente, com o apoio da Rede ILPF, do Instituto de Pesquisas Eldorado e da Plataforma Multi-institucional de Monitoramento das Reduções de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Plataforma ABC), o aplicativo AgroTag foi projetado para a coleta de dados e informações das propriedades que, uma vez processadas na base de operações, retornam aos diversos atores da cadeia produtiva ou interessados em agricultura de baixo carbono em forma de informações estratégicas diretamente nos celulares ou tablets. Foi concebido inicialmente para apoiar a Rede ILPF no monitoramento da adoção e da qualificação de sistemas Integração – Lavoura – Pecuária – Floresta (ILPF) no País, e, a partir de então, servir como uma ferramenta de apoio ao monitoramento da adoção da Agricultura de Baixa Emissão de Carbono.

A Embrapa desenvolveu métodos para auxiliar a avaliação de impactos em várias dimensões da sustentabilidade relacionadas ao trabalho no ambiente rural. Dois deles, o Ambitec-Agro e o APOIA-NovoRural também serão apresentados no ESALQSHOW. Estes métodos compreendem procedimentos para a previsão, a análise e a mitigação dos efeitos ambientais de projetos, planos e políticas de desenvolvimento que impliquem em alteração da qualidade ambiental.

O Ambitec-Agro consiste de um conjunto de matrizes multi-critério que integram indicadores do desempenho de inovações tecnológicas e práticas de manejo adotadas na realização de atividades rurais em determinado empreendimento. Os dados obtidos no campo e junto ao administrador do empreendimento são aplicados em matrizes de ponderação, nas quais são automaticamente transformados em índices de impacto e representados graficamente.

Os resultados permitem averiguar quais práticas de manejo produzem maior impacto no desempenho das atividades testadas. O objetivo do sistema é prover uma avaliação simples e de baixo custo dos impactos socioambientais de inovações tecnológicas e atividades rurais, introduzidas em determinado sistema de produção.

Já o Sistema de Avaliação Ponderada de Impacto Ambiental de Atividades do Novo Rural (APOIA-NovoRural) tem como foco avaliar o desempenho socioambiental de estabelecimentos rurais de acordo com determinados padrões de qualidade. Ele permite uma avaliação objetiva de qualidade ambiental e sustentabilidade das práticas de manejo em estabelecimentos rurais.

O sistema compõe-se de um conjunto 62 indicadores, obtidos em levantamentos de campo realizados com instrumentação analítica e dados gerenciais registrados por meio de diálogos com o produtor rural ou responsável pelo estabelecimento. Estão organizados em abordagem multi atributo, agrupados em cinco dimensões de sustentabilidade:  Ecologia da paisagem, Qualidade Ambiental, Valores Econômicos, Valores socioculturais e Gestão e Administração. Os indicadores são verificados com instrumental analítico e dados técnicos dos estabelecimentos rurais, para compor relatórios de gestão ambiental.


Cooperação resulta em tecnologias pioneiras

Alinhada com a concepção do evento, a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP) abre espaço para empresas vinculadas a seus projetos, como a startup Agrorobótica, cuja cooperação resultou no AGLIBS para análise de solos, e a Produquímica, com o fertilizante MicroActive.

Agritechs com pesquisas em desenvolvimento na área de nanotecnologia, pós-colheita e agricultura de precisão, além de outras empresas do setor produtivo vinculadas ao Centro de Pesquisa também estarão presentes no estande da Embrapa, no Espaço Inovar Esalq & Cia, que traz como tema central o “Futuro da agricultura tropical para a sociedade”.

O AGLIBS é um equipamento com tecnologia de última geração para a análise de solos de forma rápida, limpa e economicamente acessível ao produtor rural. Usa laser e inteligência artificial para a análise de solos em larga escala, não gera resíduos químicos e é capaz de analisar 1.500 amostra por dia, fornecendo dados de quantidade de carbono orgânico do solo, textura (teores de areia, silte e argila), além de pH. A tecnologia está sendo empregada de forma pioneira no Brasil e permite a avaliação em tempo real, em laboratório, enquanto que as análises convencionais demoram alguns dias para fornecer os resultados.

O MicroActive é um exemplo bem-sucedido de inovação aberta que envolveu a empresa do setor produtivo Produímica/Compass Minerals. A parceria resultou numa película formada por micronutrientes em grande concentração, que recobre de forma homogênea grânulos dos macronutrientes nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos pela sigla NPK. Com isso, o agricultor terá um produto completo para aplicar na lavoura com nutrientes balanceados e potencial de aumentar a produtividade e reduzir aplicações de fertilizantes.

Desenvolvido no âmbito da Rede de Nanotecnologia para o Agronegócio, o MicroActive tem a função de recobrir a superfície do grão, que vai ser usado para levar o outro fertilizante. Entre as vantagens da tecnologia estão a redução no número de aplicações de fertilizantes, impactando diretamente nos custos da produção agrícola, além de ter o potencial de fornecer as condições ideais de nutrição para as plantas; a formulação pode aumentar a produtividade, porque o fornecimento de macro e micronutrientes de modo simultâneo permite às plantas produzirem próximo ao seu potencial genético.

As duas tecnologias – AGLIBS e MicroActive – lançadas recentemente, já estão disponíveis no mercado, em formatos diferenciados, conforme a linha mercadológica de cada empresa.


Tecnologias da informação e comunicação (TIC) aplicadas à agropecuária

A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) vai levar ao ESALQSHOW 2018 soluções em tecnologia da informação e comunicação (TIC) aplicada à agropecuária. Também serão divulgadas iniciativas voltadas ao fomento à inovação, como o ambiente SitIoT, junção da palavra sítio e da sigla IoT (internet das coisas), dedicado a empresas e startups parceiras interessadas em testar em campo suas tecnologias, sejam sensores, equipamentos e software.

Serão demonstradas tecnologias como o aplicativo móvel Roda da Reprodução, desenvolvido para facilitar a gestão do rebanho leiteiro que acaba de ganhar uma nova versão. Por meio do aplicativo o produtor tem acesso a vários recursos que permitem acompanhar o ciclo de reprodução dos animais, desde o momento da cobertura ou inseminação artificial da novilha até o parto, e ajudam a planejar melhor o manejo do rebanho. A nova versão do aplicativo, lançada no último dia 4, conta ainda com uma nova ferramenta (Roda do Crescimento) que possibilita ao produtor gerenciar os animais de recria, indicando se as bezerras e as novilhas estão abaixo ou acima do peso ideal desde o dia do nascimento até chegar à fase reprodutiva.

O sistema WebAmbiente e as plataformas online SATVeg e WebAgritec também serão apresentados no evento. O WebAmbiente foi criado para auxiliar na tomada de decisão no processo de adequação ambiental da paisagem rural. Ele oferece estratégias para recomposição da vegetação nas propriedades rurais e contempla o maior banco de dados produzido no Brasil sobre espécies nativas, englobando todos os biomas brasileiros.

Outra tecnologia é o SATVeg (Sistema de Análise Temporal da Vegetação) que permite a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em todo o território brasileiro. A partir dele é possível observar a frequência com que as áreas agrícolas do País sofrem alterações e acompanhar o ciclo de uma cultura agrícola e sua intensificação.

Já o Webagritec é voltado principalmente para apoiar extensionistas e agentes de desenvolvimento rural no trabalho de orientação técnica junto aos agricultores. A ferramenta engloba as culturas de soja, milho, arroz, feijão e trigo e conta com oito módulos com informações para o planejamento e condução dos cultivos. Traz, por exemplo, informações sobre o zoneamento agrícola, cultivares mais adequadas, recomendações de adubação, previsão do tempo, monitoramento da produtividade e diagnóstico de doenças. A tecnologia já vem sendo utilizada pelas empresas de assistência técnica e extensão rural dos estados de Goiás e Minas Gerais.


Palestras

Os pesquisadores Lineu Neiva Rodrigues da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF) e Eduardo Assad da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) participarão como palestrantes no Agtech Valley Summit, respectivamente, nos dias 10 e 11 de outubro pela manhã. Rodrigues falará no painel temático “Gestão de Sistemas Integrados em Agricultura” sobre o Uso de Água em Agricultura: situação atual e perspectivas e Assad participará do painel “Agricultura Tropical e a Sociedade do Futuro” no assunto Cenários de Mudanças Climáticas e o Futuro da Agricultura.


ESALQSHOW

Com os objetivos de propor, revelar e debater tendências de inovação e tecnologia do setor agropecuário, além de promover o empreendedorismo por meio de parcerias, buscando intensificar colaborações entre a universidade e a sociedade, o evento pretende melhorar a integração entre a universidade e os demais setores do agronegócio, além de dar maior visibilidade às iniciativas acadêmicas para o mercado nacional e internacional, gerando novas oportunidades.

É um fórum dedicado a estimular inovações e empreendedorismo na agricultura, frente a produtos, serviços, últimas tendências do mercado, futuros desafios e novas ideias. Os eventos são realizados pela Esalq/USP e contam com a colaboração e presença de profissionais de diferentes setores, de acadêmicos e pesquisadores consagrados, líderes de empresas renomadas e de startups, e estudantes, vindos de diferentes partes do Brasil e do exterior.

Compondo o fórum haverá quatro eventos simultâneos: o Encontro de Lideranças na Agricultura, com o tema “Futuro da Agricultura Tropical Para a Sociedade”; o Agtech Valley Summit (palestras, debates e mesas-redondas); Espaço Inovar Esalq & Cia (espaço dinâmico para discutir problemas, soluções e tendências, estimulando o networking e promovendo novas ideias, tecnologias, produtos e serviços) e a Vitrine Esalq (exposição e demonstração de projetos e serviços).

Em 2017, quando ocorreu pela primeira vez, o evento teve um público estimado em 3 mil pessoas, com 67 expositores, 55 palestrantes e 51 projetos apresentados em 14 vitrines.

Fonte: Embrapa

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