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Bioeconomia, natureza e desenvolvimento é tema da participação da Embrapa em discussão internacional na Alemanha

Estimular a produção e o consumo sustentáveis dos recursos naturais - solo, ar, água e biodiversidade - como garantia para o funcionamento dos ecossistemas mundiais. Esse é o objetivo da Cúpula Global de Bioeconomia (Global Bioeconomy Summit), iniciativa internacional que busca fortalecer a construção de uma rede de países formada, a partir de 2015, para discutir políticas de bioeconomia. É nesse contexto que a Embrapa está presente, em Berlim, nos dias 19 e 20, de mais um encontro internacional organizado pelo Conselho de Bioeconomia Alemão.

O presidente Maurício Lopes é um dos convidados do Global Bioeconomy Summit 2018 e terá como missão apresentar questões relativas ao presente e ao futuro da bioeconomia. O encontro reúne lideranças de 40 países da América, Europa, África, Ásia e Oceania e um total de 700 participantes. Em 2015, Lopes integrou o comitê assessor do Global Bioeconomy Summit, em Berlim, que chegou a recomendações e propostas inovadoras para responder às demandas relativas à bioeconomia no mundo. Além de Lopes, também está presente o coordenador da Embrapa Labex Europa, Pedro Machado, que é membro do Conselho Internacional para a Bioeconomia Global.

A Alemanha vem investindo em estratégias para reforçar a bioeconomia como força motriz da inovação e chave para o crescimento sustentável. O Global Bioeconomy Summit 2018 acontece nesse contexto, incentivando a discussão do tema de forma interdisciplinar e colaborativa entre pesquisa acadêmica e industrial, além de promover uma troca de informações e conhecimentos de diversos países sobre diferentes abordagens e experiências.

Em sua apresentação, para a plenária de hoje (19), o presidente destacou a experiência brasileira nesse campo, já que o país é considerado líder na revolução bioeconômica. “São muitos os exemplos que a nossa agricultura baseada em ciência dá para o mundo. Em minha fala, destaquei a capacidade de construir fertilidade em solos ácidos e pobres em nutrientes, a nossa capacidade de tropicalizar cultivos como a soja e o trigo, além da plataforma de práticas sustentáveis como o plantio direto, a fixação biológica do nitrogênio, a produção de energia de biomassa, entre outras. E com políticas públicas falei sobre como, a partir do Código Florestal e do Plano ABC, estamos trabalhando na direção da intensificação sustentável do uso da terra por meio da integração lavoura, pecuária e florestas”.

Lopes enfatizou aos participantes da plenária em Berlim que o Brasil está se preparando para implementar uma produção de baixo impacto, certificando seus produtos como “carbono neutro” e alinhando a sua produção agropecuária aos objetivos do desenvolvimento sustentável, constantes da Agenda 2030 da ONU. “As reações positivas à experiência brasileira demonstram que estamos no caminho certo”, avaliou.

Bioeconomia

O tema vem ganhando destaque em discussões quanto às demandas do universo científico. Segundo Maurício Lopes, a Embrapa tem grande interesse em fortalecer a agricultura de biomassa e energia no contexto da emergente bioeconomia. "A Empresa decidiu fortalecer seu programa de pesquisa em bioenergia e biomassa e organizou um sólido portfólio na área. É urgente que se definam estratégias para preparar o Brasil, e a nossa agricultura, para a nova bioeconomia", disse.

Com o título  "A Agricultura Brasileira na Emergente Bioeconomia", a Embrapa realizou, em março deste ano, em parceria com a Academia Brasileira de Ciência (ABC), um encontro que reuniu pesquisadores e empresários do agronegócio, além de gestores e parlamentares, para discutir e apresentar as tecnologias e as ações no campo da bioeconomia no Brasil.

"Há questões emergindo na agenda da sociedade que vão exigir mais inovação, mais conhecimento, novas empresas, mais empreendedorismo e não há dúvida alguma que essa vertente da bioeconomia, dialogando com a agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é um caminho que a agricultura brasileira precisará trilhar para que consiga dialogar com a agenda da sociedade que está emergindo", salientou Lopes, à época do seminário realizado na Embrapa.

Apesar de a bioeconomia ainda ser um tema emergente no país, já há inovações tecnológicas no campo da agricultura que estão em perfeita consonância com a proposta: o Brasil é líder no desenvolvimento de modelos de agricultura de baixo impacto, possui serviços ecossistêmicos e ambientais exemplares, além de ter um Código Florestal moderno e uma política pública consistente para a Agricultura de Baixo Carbono.

Fonte: Embrapa

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