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Projeto recupera biodiversidade em área indígena

O Projeto Ar, Água e Terra: Vida e Cultura Guarani, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM), em sete aldeias guarani do Rio Grande do Sul, busca a recuperação, conservação e o aumento da biodiversidade nas comunidades indígenas.  Através de atividades como encontros, trilhas e oficinas com aldeias; viveirismo, cultivo e plantio de espécies vegetais nativas utilizadas na alimentação, saúde, confecção artesanal e em cerimônias; intercâmbio de saberes, sementes e mudas entre as aldeias; e da “educação ambiental”, abrangendo práticas como reciclagem e compostagem, o projeto também mapeia dados referentes ao uso da terra e faz a gestão territorial sustentável.

“Para nós, precisamos ter plantio, lavouro (sic), crianças e velhos em nossas aldeias para viver bem. Não nos adianta só o campo, temos que ter as frutíferas e a raiz para plantar”, diz o cacique Cirilo, da Teko’a Anhetenguá (Aldeia da Verdade), durante o encontro de Caciques Guarani, em Porto Alegre.  O debate contou com a participação de diversos órgãos ligados à temática. “É muito gratificante termos uma avaliação tão positiva dos caciques, lideranças e monitores indígenas, principalmente no que se refere às áreas recuperadas, ao crescimento das roças para a segurança alimentar e educação ambiental. Garantir as sementes, as mudas, as ramas, representa garantir o alimento às famílias Guarani”, avaliou Denise Wolf, coordenadora do Projeto.

Em cinco anos de atividades do projeto “Ar, Água e Terra – Vida e Cultura Guarani” foram reconvertidos (para a segurança alimentar) e recuperados mais de 30 hectares de áreas degradadas em dez aldeias do RS – o equivalente a 40 campos oficiais de futebol. A média de conservação dos biomas nessas áreas indígenas é acima de 90%. Neste período, foram plantadas cerca de 50 mil mudas, sendo mais de 20 mil delas cultivadas nos viveiros/estufas construídos em duas aldeias. A preocupação dos Guarani com o meio ambiente também resulta na conservação de aproximadamente 3 mil hectares dos biomas Mata Atlântica e Pampa e na redução/captação de mais de 37.750 tCO².

Nas áreas de reconversão produtiva, na forma de roças tradicionais, são plantadas em consórcio espécies como batata-doce, mandioca, milho, feijão, abóbora, melancia e frutíferas nativas. As sementes seculares são conservadas pelos próprios indígenas e são intercambiadas entre as aldeias com apoio do projeto.

Fonte: Agrolink

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