Avaliação positiva de Bolsonaro cai para 32,9% e é superada pela negativa, diz CNT/MDA

SÃO PAULO (Reuters) – A avaliação positiva do governo do presidente Jair Bolsonaro caiu para 32,9%, mostrou pesquisa CNT/MDA nesta segunda-feira, ao passo que a avaliação negativa subiu e totaliza agora 35,5%, superando o percentual dos que avaliam a gestão como ótima ou boa.

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília

No levantamento anterior, realizado em outubro, a avaliação positiva de Bolsonaro foi de 41,2%, ao passo que a negativa somou 27,2%.

Os dados desta segunda-feira mostraram também que a avaliação regular do governo é de 30,2%, contra 30,3% em outubro.

Ainda de acordo com a pesquisa do instituto MDA para a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a aprovação do desempenho pessoal de Bolsonaro caiu para 43,5%, contra 52% em outubro, ao passo que a desaprovação teve alta para 51,4%, ante 43,2% no levantamento anterior.

PANDEMIA E ECONOMIA

Mesmo num quadro de mais de 10 milhões de casos da Covid-19 no país e com as mortes se aproximando dos 250 mil, a maioria da população aprova o trabalho do governo federal no combate à pandemia, segundo a pesquisa.

O levantamento mostra que 54,3% aprovam a atuação do governo Bolsonaro, enquanto 42,0% desaprovam. Mas a visão é melhor em relação aos governos estaduais, cuja atuação é aprovada por 59,6% e desaprovada por 36,2%.

Quanto à compra e produção de vacinas, apenas 7,8% avaliam o esforço do governo federal como ótimo, enquanto 29,8% consideram bom; 28,1%, regular; 14,7%, ruim; e 16,5%, péssimo.

A maior fatia dos entrevistados considera que Bolsonaro não tem responsabilidade alguma sobre os 246.504 mortos devido ao coronavírus no Brasil. Para 49,7%, o presidente não tem culpa nenhuma. Mas 36,4% consideram que Bolsonaro é um dos culpados, ainda que não seja o principal, e 11,5% o veem como principal culpado.

A pesquisa mostra também que a população está mais pessimista com relação à saúde nos próximos seis meses. Para 38,3%, a situação vai piorar, enquanto 30,8% acreditam que haverá uma melhora e 29,5% acham que seguirá igual.

Na pesquisa anterior, em outubro, quando a pandemia dava sinais de estabilização, eram 27,2% os que achavam que o quadro iria piorar, contra 31,8% que viam melhora nos seis meses seguintes e 38,7% os que acreditavam que a situação seguiria igual.

Num cenário em que a retomada econômica perde fôlego no Brasil, a população está mais pessimista em relação ao emprego.

Para 40,0%, a situação do emprego vai piorar nos próximos seus meses, enquanto 28,1% esperam uma melhora e 30,3% acreditam que ficará igual. Em outubro, eram 30,1% os que achavam que iria piorar, contra 36,0% que viam melhora e 31,1% acreditavam em estabilidade.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 20 de fevereiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

(Por Eduardo Simões e Alexandre Caverni)

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