Caso Manvailer começa a ser julgado nesta quarta-feira

Após dois adiamentos, nesta quarta-feira, dia 10 de fevereiro, inicia o júri de Luiz Felipe Manvailer em Guarapuava. O homem é denunciado pelo MPPR (Ministério Público do Paraná) por feminicídio ocorrido e fraude processual. 

Conforme a denúncia criminal oferecida pelo MPPR, por meio da 10ª e da 12ª Promotorias de Justiça da Comarca, na madrugada do dia 22 de julho de 2018, após uma discussão quando retornavam de uma casa noturna, o réu passou a agredir a vítima. Boa parte dos fatos chegou a ser registrada pelas câmeras de segurança do prédio onde o casal residia. Ao final das agressões, segundo a ação penal, a mulher teria sido lançada da sacada do apartamento pelo denunciado.

No julgamento, o ministério público sustentará a tese de homicídio qualificado (feminicídio, motivo fútil e morte mediante asfixia) e fraude processual (por ter removido o corpo da vítima do local da queda e limpado vestígios de sangue deixado no elevador). A tese do MPPR, comprovada pelo laudo de necropsia e pelo laudo anatomopatológico, é de que a vítima foi jogada da sacada quando já estava morta. O denunciado foi preso no mesmo dia do crime, ao tentar fugir. Ele foi encontrado após bater o carro na estrada, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava – e a cerca de 50 quilômetros da fronteira do país com o Paraguai.

A gravidade dos fatos levaram a edição de lei que estabeleceu a data do crime – 22 de julho – como o dia de combate ao feminicídio no estado. Pelo Ministério Público do Paraná, atuará na sessão o promotor titular da 10ª Promotoria de Justiça de Guarapuava.

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